Engravidar

Eles realizaram o sonho de serem pais!

Conheça a história de dois homens que enfrentaram problemas de infertilidade para transformar em realidade a emoção de ter um filho

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

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Os problemas masculinos estão presentes em mais de 50% dos casos de infertilidade de um casal. Por isso, o homem também precisa passar por uma série de exames quando os dois decidem ter filhos. O principal deles é o espermograma, ou avaliação seminal, um exame simples e indolor que avalia certos aspectos do sêmen como o volume, a concentração e a qualidade dos espermatozoides. O resultado desse exame vai ajudar o médico a decidir qual o melhor tratamento para o casal engravidar.

Eles conseguiram!

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Normalmente, os tratamentos contra a infertilidade podem ser feitos por meio de procedimentos simples, como pequenas cirurgias, terapia hormonal ou reprodução assistida. A escolha da técnica depende dos exames do casal e das opções que os médicos vão apresentar.

Claro, para um homem que sempre sonhou em ter filhos, não existe emoção maior do que ser pai. Conheça as histórias de Júlio César e Marcos, dois homens que superaram esses problemas e hoje são parte de famílias saudáveis e felizes. Confira o depoimento deles:

 

Júlio César Silva, 53 anos, pai de Ísis

“A gente optou por ter filho um pouco tarde. Minha mulher até então priorizava o lado profissional dela. Quando tentamos pela primeira vez, ela engravidou, mas perdeu a criança meses depois. A gente foi atrás de tratamentos, se consultou com outros médicos, mas não deu certo. Minha esposa conseguia engravidar, mas sempre perdia. O problema era manter o feto, não engravidar. Ao todo, ela sofreu quatro perdas… Sempre perdia no sexto ou sétimo mês. Com isso, claro, a gente foi perdendo tempo, o tempo foi passando.

Foi aí que vi uma entrevista na televisão com o Dr. Paulo, e a gente revolveu se consultar com ele. O legal foi que a gente não precisou recorrer à fertilização assistida. Após vários exames, ele concluiu que o organismo da minha mulher acabava abortando por motivos imunológicos. Mas deu tudo certo. Ela engravidou em um dos últimos ciclos menstruais antes da menopausa, já com 46 anos.

Veio uma menina, a Ísis, que hoje tem nove. Foi uma alegria tão grande que a gente até tentou ter um segundo filho por meio de adoção, mas a burocracia impediu. O que eu tenho a dizer aos casais que estão tentando engravidar é que não percam a esperança. E é legar poder dar esse depoimento, para que mais pessoais saibam que há, sim, como realizar esse sonho”.

 

Marcos do Nascimento, 36 anos, pai de Mariana

“A gente não conseguia engravidar pela via normal. Até o momento, não sabíamos da endometriose da Daiana, minha esposa. Por isso, achávamos que o problema fosse só comigo. Fiz o espermograma, e fiquei muito surpreso ao saber que, além de poucos, meus espermatozoides tinham baixa motilidade. Você sempre acha que esse tipo de coisa só acontece com os outros, né? Recomendaram que procurássemos um tratamento de fertilização assistida. Chegamos ao Dr. Paulo, que nos pediu vários exames.

Foi constatada a endometriose da Daiana. A melhor opção era a fertilização in vitro. E aí começa todo aquele processo desgastante de injeções de hormônios na mulher, medicamentos para que a qualidade do sêmen melhore, ainda que um pouco… Era complicado porque moramos longe da clínica que nos atendeu. Pegávamos trânsito até chegar lá, e na volta para casa também. A Daiana tinha que tomar injeção dia sim, dia não. Depois de dois anos, estávamos finalmente prontos para tentar a fertilização in vitro. Geramos sete embriões. Na primeira tentativa, implantamos dois, mas não vingaram.

A tristeza foi enorme, já que o esforço até ali tinha sido imenso. Passado um mês, implantamos mais dois, e aí finalmente veio a Mariana. Foi uma alegria imensa. Não tem palavras para mensurar. A gente estourou champanhe com meus pais, foi muito legal. Até hoje a gente guarda o vidrinho em que foi feita a fertilização do óvulo da Daiana. A gente considera que aquele foi o primeiro bercinho da Mariana, que hoje está aqui, enchendo essa casa de alegria. Eu passaria por todo o processo de novo, se precisasse, porque vale a pena mesmo.”

 

Problemas mais comuns

O especialista em reprodução humana, Paulo Gallo, diretor-médico do Vida (Centro de Fertilidade da Rede D´Or), listou as principais causas de infertilidade masculina:

Varicocele É uma doença causada pela herança genética que provoca a dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos, por causa de uma disfunção no sistema circulatório. A má circulação sanguínea provoca aumento na temperatura da bolsa testicular, comprometendo a qualidade do sêmen.

Infecções – As mais conhecidas são a clamídia e gonorreia, doenças sexualmente transmissíveis que comprometem diretamente o sistema reprodutivo dos homens. Geralmente atingem a uretra e podem afetar também testículos e próstata. O tratamento é feito através do uso de antibióticos e deve envolver o casal.

 Profissões – Pedreiro, engenheiro, químico e pintor. Essas são algumas profissões que trabalham em ambientes adversos à saúde reprodutiva por estarem em contato com substâncias químicas, altas temperaturas, radiação, solventes orgânicos etc.

 Hábitos saudáveis O consumo de álcool e tabaco pode comprometer o deslocamento e concentração dos espermatozoides. Além disso, usar computadores portáteis no colo pode aumentar a temperatura dos testículos, prejudicando o sêmen.

 Traumas Qualquer abalo físico que envolva os testículos ou a via seminal pode gerar anticorpos que combatem os espermatozoides. O resultado é uma alteração no comportamento do sêmen.