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Simplifique a sua vida

Se você deseja dias mais calmos e menos estresse, esses quatro passos podem te ajudar

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 Não é fácil criar uma família sem distrações. Todos os brilhantes, barulhentos – e frequentemente caros – desvios, sejam telas de gadgets ou simplesmente tralha, alimentam uma tempestade sensorial. Não admira que a busca por simplificar a vida sustente toda uma indústria, que oferece um volume enorme de maneiras de se organizar.

Você poderia, sem dúvida, comprar mais caixas e cestas organizadoras. Ou você pode dar um fim à bagunça física e mental, e ganhar espaço para as coisas importantes. Eu fiz uma lista de diretrizes que ajudaram a mim e ao meu marido a ajustar o foco em nossos objetivos. Cada família é única, e, por isso, este não pretende ser um guia mágico de resultados rápidos, mas apenas algumas observações sobre as experiências de uma mãe. Um bom lugar para começar.

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Princípio: Crie regras.

Recompensa: Viva os valores que você deseja.

Em um mundo perfeito, como seria a sua casa? Quais videogames seriam banidos? Os seus filhos tirariam os pratos da mesa? Os quartos deles seriam organizados? Bom, esse é o seu dia de sorte: você é o adulto da casa e, portanto, é quem decide quais são as regras. Se você não quer que seu filho de sete anos passe horas a fio grudado no iPad, fim de papo. Se você quer refeições sem interrupções, faça acontecer. Prefere leitura em família a ver televisão à noite? Insista nisso. Talvez você tenha que tolerar birra, resistência ou até raiva. Foque regras em coisas verdadeiramente significantes, que tenham grande impacto, embora pareça pequeno.

Princípio: abra mão de alguma coisa.

Recompensa: ganhe alguma coisa

Eu adoro roupas, e a minha família também. Então, quando nós precisávamos economizar dinheiro para poder sair de férias, eu tive a ideia de fazer um jejum de roupas, para que conseguíssemos juntar um dinheiro extra mais rápido. Todos nós concordamos. Nosso combinado: entre maio e junho, não compraríamos nenhuma peça de roupa (a não ser que houvesse alguma emergência; nesse caso, recorreríamos a um brechó). Ao mesmo tempo em que foi legal ver o nosso fundo de férias crescendo, foi ainda melhor ver o desejo da minha filha por coisas materiais diminuir. Ninguém pode dizer com certeza o que passa na cabeça de uma criança de 8 anos, mas eu acredito que o interesse por bens de consumo é algo que se aprende em casa, como todo o resto. Não é que ela não fique empolgada com a ideia de um brinquedo ou roupa nova; mas ela abandonou o hábito de esperar ganhar tudo que quer.

Princípio: Não se apegue àquilo que você não usa

Recompensa: Gratidão

Todo mundo já passou por aquela situação de tentar encontrar algo de que se precisa urgentemente no meio da bagunça de casa. Isso já deveria ser motivo suficiente para começarmos a nos livrar daquele robô de caixa de leite da aula de artes do ano passado, das receitas impressas que nós nunca fizemos, dos brinquedos que nossos filhos sequer olham. Mas há uma razão melhor para passar por uma faxina geral. A poetisa Emily Dickinson escreveu: “As coisas que nunca poderão voltar são várias”. E não somos afortunados por isso? Uma vez que aquela boneca manchada de geleia passa pela porta, ela nunca mais voltará. E é muito provável que ela não faça falta.  E mesmo se fizer, que ótima oportunidade de dar apoio e carinho aos nossos filhos enquanto eles enfrentam algo tão básico em suas vidas como seres humanos. Nada dura. E tudo bem.

Depois da última limpeza, minha filha disse: “Nossa, eu consigo ver o meu quarto”, e se divertiu tanto com as coisas que haviam ficado, que nunca olhou para trás.

Princípio: Mantenha os olhos no seu próprio gramado

Recompensa: Satisfação

Esse pequeno truque tem menos a ver com o que nós fazemos ou compramos, e mais com uma mudança interna que pode realmente amenizar o drama dentro da sua cabeça. Pense em todos os momentos em que você se sentiu muito bem em relação ao seu trabalho, sua casa, sua comida, seus filhos, seu corpo, e, de repente, começou a se sentir mal por ver alguém que você acha que tem uma casa melhor, um corpo melhor e por aí vai. Esse sentimento de inveja pode não só nos enlouquecer com insegurança, mas nos fazer tomar medidas concretas para fazer com que nossas coisas fiquem mais parecidas com as da pessoas a quem invejamos — já é bastante ruim quando competimos com os outros com coisas materiais, mas quando comparamos nossos filhos dessa maneira, atenção!

Assim, a melhor maneira de se sentir satisfeito com o que temos é parar de comparar. Quando me pego olhando para os lados desse jeito, eu me lembro de que pessoas não são só peças de um quebra-cabeças que desejamos, mas seres completos e imperfeitos.