Pais

Pediatra cria grupos no whatsapp para mães de bebês conversarem

Vânia Medeiros queria que as mães se sentissem menos solitárias

Isabela Kalil de Lima

Isabela Kalil de Lima ,Filha de Kátia e Fabio

A pediatra com os bebês das integrantes do grupo "Índias do Asfalto"

A pediatra com os bebês das integrantes do grupo “Índias do Asfalto” (Foto: Bia Takata)

Nós sabemos que ter um filho é uma das maiores alegrias da vida, mas também sabemos que o período lodo após o nascimento deles não é fácil, principalmente para as mães de primeira viagem. “O dia a dia de cuidados com recém-nascidos é pesado, são vários desafios, que precisam ser divididos”, confirma a pediatra Vânia Gato Medeiros, filha de Célio e Vanja.

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Pensando nisso, a pediatra teve a ideia de criar grupos no whatsapp para suas pacientes conversarem e trocarem experiências pessoais e sobre as crianças. “Senti que elas precisavam de apoio, além das consultas, e pensei que se eu as apresentasse, essas mães teriam mais força”.

Hoje, a pediatra já é responsável por seis grupos no whatsapp. Os grupos são divididos por faixa etária dos bebês. Cada um deles tem entre 20 e 35 mães e é criado a cada três meses por Vânia com novas mães. As idades dos filhos, de acordo com especialista, precisam ser parecidas para elas poderem se identificar com as experiências uma das outras. Ela conta também que os grupos não são feitos para orientação médica. “Não tenho tempo de participar tão ativamente, mas de vez em quando leio e participo dos eventos.”

Antes de montar os grupos, Vânia marcou um encontro presencial com as mães para elas se apresentarem e para trocarem as primeiras conversas e experiências. Depois que o grupo foi criado, ocorreu tudo de forma muito natural e as mães se tornaram amigas muito rapidamente, segundo a pediatra.

A produtora de audiovisual Pamela Matos, mãe de Elis, de 7 meses, é uma das mães que estão sendo acolhidas pelos grupos de Vânia. “Para uma recém-mãe, a oportunidade de ser cuidada, de sair de casa com seu bebê, de conversar com pessoas que entendem você é incrivelmente divino e maravilhoso. Torna a rotina mais leve e prazerosa”, revela.

A vida de Pamela com a filha Elis, de 7 meses, ficou bem mais tranquila depois da criação do grupo (Foto: Família RZ)

A vida de Pamela com a filha Elis, de 7 meses, ficou bem mais tranquila depois da criação do grupo (Foto: Família RZ)

Eventos

Além de dividirem experiências e se apoiarem em momentos difíceis, as mães dos grupos administrados por Vânia, também se encontram pessoalmente quase toda semana e marcam eventos especiais, como palestras e exposições.

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As mulheres vão todas acompanhadas de seus bebês e a diversão é garantida, assim como a ajuda. “Uma vez nos encontramos em um restaurante e uma das mães não conseguia comer porque seu filho só queria colo. Outra mãe cortou a carne do prato e providenciou uma colher para a amiga comer enquanto amamentava o bebê. Nos respeitamos muito e nos ajudamos ainda mais”, conta Pamela.

Em fevereiro deste ano, as mães organizaram até um bloco de carnaval de rua. Chamado de Tindotete, a folia foi grande para pais e crianças. “Foi uma tarde de muita bateria, alegria e amor compartilhado”, lembra Pamela.

As mães do grupo "Vanianomami", de Belém/PA, com seus bebês (Foto: Simone Wanzeler)

As mães do grupo “Vanianomami”, de Belém/PA, com seus bebês (Foto: Simone Wanzeler)

Todo esse apoio é muito saudável para as mulheres, segundo  Stella Maris Paiva, mãe de Barbara e Bernardo.  “Temos que pensar que toda mãe é um ser social e, no pós-parto, ela passa a querer falar mais de maternidade, portanto, fazer parte de um novo grupo, mudar de amizades”, explica a psicóloga consultora da Rede Pitágoras. Sendo assim, as ferramentas tecnológicas são mais do que bem vindas para buscar aquela companhia no período do puerpério.

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