Gravidez

Carreira e maternidade: é possível conciliar

Luciana Pisati Jansen, da Ford, conta como capitaneou um projeto importante durante a gravidez

Redação Pais&Filhos

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Muitas mulheres têm receio de comunicar o chefe de que estão grávidas e se verem afastadas dos projetos mais importantes, já que vão ficar entre quatro e seis meses longe do escritório. Mas isso não precisa acontecer. O ideal é aproveitar os 9 meses para colocar outros funcionários do seu “time” a par dos trabalhos sob sua responsabilidade, delegando tarefas e registrando processos de maneira que a equipe não se sinta perdida na sua ausência.

Foi o que fez Luciana Pisati Jansen, mãe de Lucas, que trabalha na Ford como designer de Color &Trim, departamento responsável por criar e desenvolver a cor e acabamento interno e externo de um veículo. Ela participou do projeto do Novo Ecosport, que começou em 2009, e teve fazer viagens internacionais e dentro do Brasil. Em outubro de 2010, soube da gravidez.

Meses antes de sair de licença, Luciana orientou a equipe para que pudesse tocar o projeto na sua ausência. Durante o período de afastamento, manteve alguns contatos pontuais com a empresa. Ela foi uma das primeiras funcionárias a tirar seis meses de licença-maternidade na empresa. “Na época, o benefício regular concedido era de quatro meses e fiquei sabendo da extensão dos dois meses quando já estava desfrutando da licença. O período adicional foi maravilhoso tanto para mim, quanto para o Lucas, pois dois meses a mais é essencial para consolidar o relacionamento do bebê e da mãe”, diz.

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FECHAR

Na volta, chegou a tempo de participar do lançamento do carro.  “Na prática, a volta não foi tão cruel quanto eu imaginava. Não é uma tarefa fácil, mas é bom e realizador para uma mulher cumprir os papéis de mãe e profissional, desempenhando-os da melhor forma possível”, conta.

Veja a entrevista com ela:

Como preparou a saída?

Meses antes de sair, envolvi alguns profissionais da equipe em reuniões e os deixei cientes do que estava desenvolvendo e dos próximos passos que precisariam ser concluídos até a minha volta.

Manteve contato com a empresa durante a licença? De que forma?

Alguns contatos pontuais foram feitos, até porque, como responsável pelo projeto, conhecia todo o histórico dos produtos selecionados. Por outro lado, acredito no time de profissionais da Ford e eles souberam encaminhar o trabalho durante minha ausência.

Como foi a volta ao trabalho?

É impossível não vivenciar uma crise pela volta. Como mãe, senti culpa em deixar o bebê, sem saber como ele iria se adaptar à nova rotina e, em especial, pelo fato dele ainda ser amamentado (consegui, mesmo com a volta ao trabalho, amamentar o Lucas até 1 ano e 3 meses de idade). Mas, na prática, a volta não foi tão cruel quanto imaginava. A rotina ajudou a dar o peso real das coisas. Contei com o suporte da família para cuidar do Lucas e, na empresa, tive uma recepção superacolhedora. Da parte profissional, sinto que foi como umas férias, só que mais compridas – e não tão relaxantes.