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15 coisas que aprendi no primeiro ano do meu filho

Mãe-blogueira reflete sobre o aprendizado da maternidade

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Quando meu filho Serginho completou 1 mês de vida escrevi um texto sobre as coisas que aprendi com ele naqueles poucos dias em que estávamos nos conhecendo e aprendendo, juntos, a sermos mãe e filho.

Agora que o pequeno está com 1 ano de idade me deu vontade de parar um pouco e refletir, mais uma vez, sobre o aprendizado de toda essa loucura, no bom sentido, que é a maternidade.  

Durante esse “primeiro ano do resto de nossas vidas” muita coisa aconteceu. Rimos, choramos, brincamos, sofremos e, acima de tudo, vivemos uma nova história, a nossa história de mãe e filho.

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Entre tantas inúmeras coisas que aprendi até aqui com meu bebê, relacionei 15 principais situações (até engraçadas) e aprendizados que marcaram esse período. Aí vai: 

 

1.    Amamentar não é tão fácil como algumas pessoas falam

Pra mim foi a maior dificuldade até agora (no início o bebê não pegava o peito, doía muito e sangrava). Procurei ajuda e consegui amamentá-lo até os 11 meses quando ele saiu do peito de forma gradativa e tranquila.

2.    Bebês mordem

 Está aí uma coisa que eu desconhecia até ter um filho. Tem bebês que gostam de morder e puxar o cabelo (porque eles ainda não entendem que isso não é legal). Esse é o caso do Serginho, que começa a nos morder, principalmente quando está cansado, com sono ou fome kkk.  

 3.    Cansaço faz parte

Por mais que as pessoas digam como a maternidade é maravilhosa, não tem como negar que ela também vem acompanhada de dores, sofrimentos e cansaço, aliás, muito cansaço. Seja por ficar sem dormir, carregar o bebê no colo ou mesmo toda a rotina diária com uma criança. É, sim, exaustivo. 

4.    Cocô vira assunto rotineiro

Acho que nunca falei tanto sobre cocô como nesse primeiro ano de vida do Serginho (risos). Tem horas que o bebê fica com intestino preso, depois solta demais, aí tem diarreia. Aff… Falar sobre fezes já virou algo frequente aqui em casa. 

5.    Confie no seu instinto

É incrível como o instinto materno nos ajuda na hora de cuidar do nosso bebê. Se prestarmos atenção vamos perceber o que está acontecendo com ele, o porquê do choro, se está com alguma dor e o que devemos fazer. 

6.    Contando até dez

A minha sogra diz que criança é como pum, só aguenta quem faz (risos). E não é que ela tem razão? Antes de ter o Serginho eu não aguentava cuidar muito tempo de outras crianças, parece que tinha menos paciência e energia. Mas com o nosso filho a gente lida bem melhor com as dificuldades como choros, birras e outros comportamentos.

7.    Crianças ficam doentes

E como ficam doentes! Com apenas um ano e mesmo sem ir à escolinha, meu filho já ficou várias vezes resfriado, com tosse, nariz escorrendo, febre, além de ter tido alergia respiratória, diarreia e conjuntivite. Isso acontece porque o sistema imunológico do bebê ainda é muito imaturo, por isso, temos que ter paciência, já que por volta dos 3 ou 4 anos a incidência dessas doenças rotineiras diminui bastante.

8.    Deixe o bebê dormir

Nos primeiros meses, nunca acordei o Serginho para mamar de madrugada. Até podia acordá-lo durante o dia, se passasse três horas dormindo direto, mas não de noite. Ele naturalmente acordava quando tinha fome, ganhou peso e cresceu normalmente. 

9.    É muito bom brincar

Muita gente diz que quando a gente tem um filho volta a ser criança. De certa forma isso é verdade porque com eles a gente brinca, se joga no chão, faz palhaçada e outras bagunças só para ver o pequeno feliz!

10. Dói na gente, mas não tem jeito

A partir do momento que nosso filho nasce passamos a sofrer junto com ele. Quando ele cai e se machuca, quando está com febre, cólica ou outra dor parece que dói na gente também. Não queremos vê-lo sofrer, mas não tem jeito.

11. Eles vão dormir a noite toda

Nos primeiros meses a impressão que dá é que a gente nunca mais vai dormir de novo e que aquelas noites mal dormidas e em claro serão eternas. Mas aqui está a boa notícia: as horas de sono do bebê vão aumentando. O Serginho, por exemplo, dorme hoje de 10 a 12 horas por noite!

12. Nem toda criança é igual
Quando a gente tem um bebezinho, muitas pessoas querem ajudar e dão vários palpites, mas o fato é que cada criança “funciona” de uma forma e o que deu certo com o filho da sua amiga pode não dar certo com o seu. Vale ouvir os conselhos, mas cada caso é um caso.

13. Nem 8 ou 80

Não precisamos seguir tudo o que o pediatra diz à risca e nem tudo o que está escrito nos livros ou que falam pra gente. Sempre procurei ser flexível e adaptar as situações de acordo com o que é melhor para mim e o bebê. E está funcionando!

 

14. Tudo fora de ordem

Confesso que ter a casa bagunçada e suja (por que agora o Serginho joga tudo no chão, inclusive a comida!) me deixa um pouco angustiada. Por mais que a gente tente manter a organização e a limpeza, com um bebê não dá. Por isso, tento fazer um “mantra” repetindo pra mim que é assim mesmo e que logo ele vai crescer (risos).

15. Tudo passa (mesmo que demore)

Parece que não vai passar, mas, amiga, fica tranquila que uma hora ou outra tudo passa. Sejam as cólicas dos primeiros meses, o refluxo intenso, as noites mal dormidas, os resfriados, felizmente, as coisas melhoram.

 

Essas são as principais coisas que aprendi com meu bebê. E com você também foi assim? O que foi diferente?

*Fabiana Fontainha é mãe do Serginho, jornalista e editora do blog Mamãe Prática que aborda temas ligados à gestação, maternidade e filhos.