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10 coisas que aprendi com meu filho

Mãe de primeira viagem conta o que aprendeu nos primeiros 30 dias com seu bebê

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

É só a gente contar para os outros que está grávida que todo mundo começa a dizer: “se prepara”,“dorme agora porque depois não vai poder”,“vai aprender a trocar fralda!”. Os comentários são inúmeros e depois de nove meses de gestação confesso que perdem a graça, afinal, se é tão ruim por que tanta gente ainda tem filhos? (risos)

Faz um mês que aprendi o que é ser mãe ou pelo menos comecei a aprender. Meu pequeno Serginho chegou de mansinho, na semana mais fria do ano, e no segundo em que olhei para ele, ainda na sala de parto, meu coração transbordou de felicidade. Naquela hora, entendi que não há amor maior do que aquele que eu estava sentindo por um serzinho tão especial, frágil e pequeno e que dependeria totalmente de mim a partir daquele momento.

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Nesses 30 dias vivendo um novo papel, o de mãe, aprendi muita coisa com meu filhote: chorei, sorri, errei, acertei e, acima de tudo, passei a viver uma nova experiência de onde estou tirando muitas lições. Desse aprendizado, selecionei 10 coisas que aprendi com meu filho e que me fizeram refletir sobre o lado prático da maternidade.

1. Se for preciso, peça ajuda. A gente acha que quando tiver um filho é só colocá-lo no peito que ele vai sair mamando, mas não é bem assim. Bom, pelo menos comigo foi diferente. Logo na maternidade percebi que não seria fácil (ele não conseguia fazer a “pega” e o leite – ainda colostro – quase “empedrou”). Na hora do desespero não tive dúvidas, chamei uma consultora de amamentação porque eu tinha que aprender a amamentar e o bebê tinha que aprender a mamar. E essa ajuda foi a minha salvação! Hoje ele mama bastante e até brinco que às vezes pareço uma “vaca leiteira” de tanto leite que sai.

2. Comer de pé é melhor que não comer. É só a gente sentar um minutinho para comer algo que o bebê acorda chorando, geralmente berrando muito. Aí o jeito é engolir a comida, de pé mesmo, e sair correndo pra pegar o bebê. 

3. Sono é psicológico. Tudo bem, não é não, mas quando você tem que ficar acordada durante a madrugada para dar de mamar, trocar fralda e tentar fazer o bebê dormir, é melhor pensar assim ao invés de chorar de tanto sono. Faço de conta que é algo da minha cabeça e que vai passar.

4. Encontre seu lado equilibrista. É incrível o que dá para fazer com apenas uma das mãos: escovar os dentes, colocar os sapatos, escovar os cabelos (quando a gente se lembra de escová-los!), arrumar a cama, secar a louça, comer e navegar na internet pelo celular! Tá certo que às vezes a cama fica meio bagunçada e o cabelo todo esquisito, mas dá pra se virar.

5. As preocupações mudam. É inevitável, a partir do momento que nos tornamos mães começam as preocupações. Se o bebê está conseguindo mamar, se ficou com fome, se está com alguma dor, se está regurgitando muito, se está com frio, se está com cólicas. E quando acontece algo parece que aquilo é “o fim do mundo”. Depois que o problema é resolvido outros aparecem, então é melhor se acostumar e tentar relaxar porque cada hora será uma preocupação diferente.

6. Siga seu instinto. Por mais que muita gente tente ajudar e dar palpites (que apesar da boa intenção, às vezes mais atrapalham do que ajudam), a mãe é quem realmente conhece e entende seu filho. Essa é uma conexão única e profunda que quem está de fora não tem como compreender. Por isso, ao invés de se “descabelar” quando o bebê estiver chorando muito, vale prestar a atenção no nosso instinto.

7. Seja flexível. Nem tudo o que a gente lê, ouve ou contam pra gente precisa ser seguido a ferro e fogo. Isso porque o que serve para os outros não necessariamente serve para nós. Vale ser flexível e se adaptar de acordo com o que for melhor para a mãe e o bebê.

8. Bom-humor faz toda diferença. Sabe aquela hora que você está tentando trocar a fralda de madrugada (pela quarta vez!) e leva um banho de xixi e de cocô? Ou quando o bebê dá uma golfada caprichada na sua roupa e no seu cabelo? Melhor relaxar e rir da situação porque “acidentes” fazem parte da sua nova vida de mãe.

9. Seja paciente. Quando chega a hora de cuidar de um recém-nascido, precisamos fazer um grande esforço mental para ter paciência. Sabe aquela coisa que tem que buscar de dentro da alma? Isso porque ele não dorme quando a gente quer, mama a toda hora, chora muito, faz cocô e xixi a toda hora. Além dessa rotina cansativa, aparecem sempre os conhecidos e amigos para opinar sobre o que você deve ou não fazer. Então muita calma nessa hora e se precisar conte até 10!

10. Curta muito. Apesar de todo o trabalho que dá e do cansaço que bate quando estamos cuidando do bebê, não tem como não concordar: como dizem, amor de mãe é incondicional, uma experiência incrível que somente quando a gente tem um filho consegue entender.

Fabiana Fontainha é mãe do Sergio, jornalista e editora do blog Mamãe Prática que aborda temas ligados à gestação, maternidade e filhos.