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Uma criança mais feliz

Cristina, mãe de Nina, ampliou o contato com a filha ao deixar o emprego

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Quando a minha filha mais velha completou 10 meses, recebi uma proposta de trabalho para começar a fazer parte do corpo docente de uma escola e, assim, ganharia uma bolsa pra minha filha também poder estudar lá. Iniciado as aulas, eu não pude acompanhá-la no processo de adaptação, pois estava com outra turma e não nos encontrávamos nos intervalos, pois eram horários diferentes. A minha sogra me ajudou nesse período, ficando com a Nina nesse processo de “mudanças” da sua rotina. No início foi até mais fácil. Ela entrava, brincava com alguns amiguinhos, mas quando se lembrava da mãe, era um “Deus nos acuda”. Teve um dia que ela chorou por quatro horas seguidas. E eu no andar de cima, sem poder fazer nada para acalmá-la, pois se fosse lá, a situação piorava. Tentamos por 15 dias fazer com que ela gostasse da escola, que tivesse o prazer de brincar e se envolver com outras crianças, mas nada… Ela continuou chorando e ainda apresentou febre. Sei que tudo isso foi emocional. Novas mudanças, separação da mãe, novas pessoas na sua vidinha. Mas isso também estava me fazendo mal. Ela já não comia e dormia bem. Tinha pesadelos quase que todos os dias e ficou mais agressiva. Sei que talvez não devesse ceder a esses “impulsos”, mas na qualidade de mãe, tomei a decisão de esperar mais um pouco e deixá-la mais alguns meses comigo, para que nesse nosso momento eu pudesse prepará-la para a volta. Resumindo, pedi demissão, perdi a bolsa de estudos pra Nina, mas em compensação, ganhei uma criança mais feliz, com menos inseguranças e ampliamos mais nosso contato diário. Sem culpa alguma e totalmente tranquila quanto à posição e decisão que tomei.