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Um mãe de sorte

Claudia Larini, mãe de Matheus, amamentou muito bem seu pequeno até os 2 anos, mas lembra que não é vergonha alguma optar pela fórmula

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Claudia Larini mãe de Matheus  participa da campanha Culpa,Não! O tema do mês de Junho é  “Não dou leite comum, dou fórmula”  se você também quiser participar siga a nossa página no Facebook e mande um depoimento sobre o tema do mês para giovanna@revistapaisefilhos.com.br .  

O tema deste mês é amamentação e como leitora da página gostaria de dar meu depoimento.

Desde que peguei o positivo da minha tão sonhada gravidez eu me preocupei com  amamentação. Mil questões vinham a minha cabeça : Será que dói ? E se eu não tiver leite? ( sempre fui magra e tenho pouco seio… então eu na minha  falta de conhecimento achava que não iria produzir leite necessário para meu filho.)

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Acredito que essas questões permeiam a cabeça de todas as gestantes… Mas fui procurando ler e me informar.

Tenho a sorte de ter uma amiga enfermeira obstetra e ela me ajudou muito nesta fase de angustias e dúvidas pré-nascimento e aleitamento.

Tudo que era dica eu fazia:

Tomava sol no bico do peito pela manhã… Esfregava de leve no banho com bucha. Nos últimos meses usava pomada  para prevenir rachaduras, além dos cremes para evitar as estrias… Fiz um ritual  diário.

Enfim, aproximou-se o dia tão sonhado… Conversei com a equipe que faria meu parto e pedi para não ser sedada após o nascimento ( fiz cesárea ) pois desejava amamentar meu filho logo nos primeiros momentos de vida.

E assim foi feito… Toda equipe me ajudou nesse sonho… Na sala de recuperação  me levaram o Matheus. Deitada e sem jeito meu esposo me ajudou… E  o meu pequeno logo pegou o peito com bastante vontade… É incrível o instinto!!!

Não tive nenhum problema ao amamentá-lo, não tive empedramento ( minha amiga me ensinou também a tomar um banho mais frio caso começasse a endurecer, pois o calor ajuda na produção do leite e aumenta a chance de empedrar)…

Não tive rachaduras, nada….É claro que era mais fácil amamentar em um dos peitos, no outro doía um pouco, mas nunca deixei de dá-lo. E com o tempo passou o desconforto.

Optei pela amamentação em livre demanda e fiquei a mercê do filho nos seus seis primeiros meses de vida… Acreditem ele mamava muitas vezes… Mas isso me fazia feliz! ( mesmo quando eu me sentia um zumbi pelas noites mal dormidas )

Amamentei o Matheus até os 2 anos e meio, após meu leite secou  até porque diminuíram muito as mamadas e os estímulos.

Sei que a grande maioria das mães sofre com este momento e conheço poucas que tiveram a sorte que eu tive, porém queria deixar aqui meu testemunho  de que é possível sim uma amamentação sem traumas e feliz…

Agradeço muito pelas dicas da minha amiga, pela equipe do hospital que em aproximadamente 45 minutos após seu nascimento colocaram meu filho  nos meus braços para alimentá-lo.

ACREDITEM… É POSSÍVEL  !!!

E , para aquelas que não conseguiram, digo que não é vergonha alguma optar ou ser obrigada a fazer uso das fórmulas… O importante é acolher o filho nos braços ao alimentá-lo passando-lhe amor e confiança. São formas diferentes de alimentar, porém iguais em termos de amor e dedicação!

Agradeço de coração o apoio do meu esposo Fábio Nunes de Oliveira, minha mãe Marinê Larini e minha amiga Karen Schmitt.