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Um filho muda tudo

Michelle Mariotto, mãe de João e blogueira de primeira viagem sempre considerou colocar seu filho na creche e seguir sua carreira, até engravidar

Redação Pais&Filhos

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Lembro de uma conversa com meu marido, muitos anos atrás, logo que decidimos juntar nossas escovas de dentes. Eu havia acabado de me formar, estava ingressando no mercado de trabalho, me mudando de Taubaté para São Paulo. O assunto era criação de filhos e ele me veio com a seguinte ideia estapafúrdia: “Quando tivermos filhos você para de trabalhar para cuidar deles e eu mantenho a família”. Quase surtei! Minha resposta foi mais do que certeira: “De jeito nenhum. Se você quiser parar de trabalhar, fique à vontade. Caso contrário o bebê vai para o berçário e nós mantemos nossas carreiras.”

De lá para cá o mundo deu muitas voltas e ano passado me vi aos cinco meses de gestação deixando o trabalho de lado para cuidar dos preparativos à espera do bebê. Com a expectativa de voltar a trabalhar logo que ele completasse quatro meses, mas em casa.

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O que mudou de lá para cá? Eu adquiri alguma experiência no mercado de trabalho, amadureci como mulher e profissional, optei por trabalhar como autônoma, mas principalmente tirei a mãe do papel. E foi só quando virei mãe de verdade, com o bebezinho prestes a chegar, que parei para refletir sobre a vida desse bebê e a responsabilidade imensa que se colocava à minha frente.

E me voltou à memória a menininha de três anos de idade, que freqüentava o berçário desde os quatro meses porque a mãe precisou voltar ao trabalho, se recusando a ir para a escolinha porque era chamada de caveirinha por uma das cuidadoras. Eu era muito magra – bons tempos! – e sofria bullying de quem deveria estar zelando pela minha integridade física, emocional e psicológica. Pensando nisso, decidi, ainda grávida, que o João só iria ao berçário a partir do momento que pudesse me contar sobre suas atividades por lá.

Só que – grande novidade! – minha vida mudou demais depois da chegada do meu bebê. Eu me vi às voltas com fraldas, mamadas, noites mal dormidas e um desejo enorme de produzir, de ser e fazer algo além da mãe zelosa – não que isso não consuma todo meu tempo e minha energia.

Acabei, junto com a maternidade, tirando do papel o sonho de ter meu próprio blog. No dia que meu filho completou três meses de vida, o Eu e meu Bebê entrou no ar e eu estou amando essa nova ocupação. Sem contar um projeto muito bacana que estou desenvolvendo com uma sócia e ficou estagnado desde que me tornei mãe em tempo integral…

E aí, para me dedicar um pouquinho a essas atividades, eu preciso abdicar de outros afazeres. Não dá para cuidar de um bebê, da casa, cozinhar, lavar louça, escrever e estruturar uma nova empresa sendo uma só – sem contar os cuidados comigo mesma e um tempinho para o casamento e o marido que se tornou um pai super participativo e também merece um pouquinho de atenção da mulherzinha dele.

Sendo assim, o plano para o momento é contratar uma auxiliar doméstica que possa me dar apoio também nos cuidados com o João, mas só até ele completar um ano.

É que atualmente acredito que essa será a idade ideal para o meu bebê começar a freqüentar uma escolinha. Além de estar com o sistema imunológico mais evoluído até lá, estou certa de que o ambiente escolar só fará bem ao desenvolvimento dele como pessoa. É onde ele terá contato diário com crianças da mesma idade e aprenderá a conviver em grupo. Mas só em meio período…rsrsrs… Porque a mamãe aqui vai ter que dar conta de tudo o mais enquanto ele estiver fora para poder passar o resto do tempo se dedicando apenas a curtir o grande amor da sua vida