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Tudo tem um “porém”

Cristina, mãe de Nina, está enfrentando a fase da recusa pela comida. Mas não desistiu

Redação Pais&Filhos

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Desde pequena, fui muito ruim pra comer. Aquela típica criança em que a mãe faz o tal “aviãozinho”, te coloca na frente da TV, te enche de brinquedos, canta, dança, faz malabarismo pra quando você abrir a boca: lá se vai mais uma colherada. Resultado: vivia à base de vitaminas e tive muita anemia durante a minha infância. Determinadas frutas, legumes e verduras, não como até hoje. E olha que a minha mãe foi uma guerreira!!

Quando a minha filha Nina nasceu, eu fiquei um pouco apreensiva, pois apesar do peso de 3870g, ela nasceu com um pouco de anemia também, devido a uma alimentação não tão rica quanto deveria durante a gestação. Senti-me culpada demais por isso e desde então, quis sempre preparar o melhor pra Nina, na intenção de que ela gostasse de tudo e não ficasse “selecionando” o que deveria comer, assim como fiz na infância.  

Até os três anos, a Nina comeu de tudo! Uma alimentação saudável, bem regada a folhas verdes, bife de fígado, todos os tipos de frutas, verduras e legumes. Senti-me ótima, completa. A pediatra elogiava, pois era uma criança que não apresentava nenhum tipo de restrição à comida, muito menos tinha a tal da “anemia”. Mas tudo tem um porém. E esse “porém” chegou quando a minha filha completou quatro anos. Aconteceu sim, ela seleciona os legumes e as verduras que quer comer, não tem vontade de experimentar mais nada, nenhum tipo de alimentação nova… Até mudei o tempero, comprei comida em outros locais, mas tudo em vão. Sempre diz que está estragado, que está velho, que é amargo. Se deixo, ela só quer comer frituras, coisas fora de hora e conheceu o tal do refrigerante. A pediatra diz que é uma fase de transição do paladar da criança e questão de escolhas, mas que se deve sempre oferecer e ser um exemplo em casa, pra que ela veja e perceba que todos gostam de ter e comer uma alimentação mais saudável. Ainda tô na expectativa de tudo ser apenas uma “fase”. Mas ainda sim, me sinto culpada, por não comer algumas coisas que ela come e ainda ser questionada por uma criança de quatro anos: por que eu como e você não come? Difícil, né? 

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