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“Teste da linguinha” deve virar obrigatório em breve

O exame avalia a anatomia da língua do recém-nascido, que, entre outros problemas, pode atrapalhar a amamentação

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 Toda maternidade ou hospital deverá fazer o “teste da linguinha”, exame que avalia a anatomia da língua do recém-nascido. A lei, aprovada pelo Senado na semana passada, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

O teste da linguinha é feito para detectar uma possível alteração na membrana que conecta a língua ao assoalho da boca – chamada de frênulo lingual ou, popularmente, de “freio”. Quando essa membrana tem variações anatômicas, pode dificultar o movimento da língua e, consequentemente, prejudicar atividades como a amamentação e a fala. Ter esse diagnóstico desde cedo evita que a criança por exemplo, desmame antes do tempo, tenha dificuldade para engolir e mastigar ou desenvolva língua presa.

Como é feito o exame
O especialista, em geral um fonoaudiólogo, pode avaliar a boca do bebê em repouso e quando chora. O formato em “coração” da língua dentro da boca pode indicar problema da membrana. Observar o recém-nascido enquanto mama também pode fazer parte da avaliação: a força de sucção, os batimentos cardíacos, a oxigenação e o esforço que o bebê faz são alguns dos critérios.

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De acordo com o texto original do projeto, seria de responsabilidade do estabelecimento de saúde realizar a cirurgia corretiva caso fosse identificado algum problema. Esse artigo, porém, foi retirado. Assim, apenas o teste passa a ser obrigatório. Caso a presidente sancione a lei, as maternidades e hospitais terão 180 dias, a partir da aprovação da lei, para se adaptar.