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Sou a melhor mãe que eu posso ser

Sara Krause, mãe de Alice, não conseguiu amamentar e optou pela fórmula com segurança e sem culpa

Redação Pais&Filhos

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Sara Krause mãe de Alice  participa da campanha Culpa,Não! O tema do mês de Junho é  “Não dou leite comum, dou fórmula”  se você também quiser participar siga a nossa página no Facebook e mande um depoimento sobre o tema do mês para giovanna@revistapaisefilhos.com.br .  

Desde que nasceu, Alice teve muita dificuldade para mamar. Mamava pouco, cansava, dormia. Acordava de hora em hora e engordava pouco, bem menos do que o necessário. Durante o parto, que foi natural, ela engoliu muito líquido, o que a deixou enjoada e sem fome durante os dias que passamos no hospital. Depois de uma lavagem estomacal, ela já estava tomando fórmula, no copinho, ainda no hospital.

Nossa primeira semana em casa foi desgastante, ela se cansava muito, dormia muito e às vezes tínhamos que dar banho pra que ela acordasse pra mamar. Com medo de que a glicose dela voltasse a baixar como aconteceu no hospital, começamos a dar fórmula, isso com mais ou menos 5 dias de vida. Eu tinha pouco leite, tirava e dava na mamadeira, mas como ela foi deixando de aceitar o peito, fui deixando de ter leite, muito rápido. A fórmula que ela tomava era mais doce que o meu leite, e com isso ela rejeitou o peito.

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Se me senti culpada? Nenhum pouco. No momento era o melhor que eu podia fazer pela minha filha e fiz. Graças a Deus ela nunca sofreu com cólicas, nunca passamos uma noite sequer acordados por esse motivo. Ela aceitou muito bem e a partir daí tudo foi se resolvendo.

Vejo que muitas mulheres sofrem, choram, se culpam, se desgastam. Não vejo necessidade nenhuma disso. Eu me sentiria culpada se minha filha passasse fome, não fosse bem cuidada, se eu não desse a ela tudo de que ela precisa pra se desenvolver e crescer normalmente.

 Acho exagerada essa cobrança com as mães de terem que dar o peito a qualquer custo. Entendo os benefícios, apoio pra quem pode dar, com certeza, sem sombra de dúvidas. Mas esse exagero acaba gerando nas mulheres que não podem ou não conseguem amamentar, esses sentimentos destrutivos, que com a mesma certeza afirmo, não fazem bem pra ninguém.

Devemos sempre fazer o possível e o impossível para garantir qualidade de vida com nossos filhos. Devemos querer ser as melhores mães que pudermos ser. Ficar se comparando, se culpando, não leva a lugar nenhum!

Hoje faço um acompanhamento rigoroso com o pediatra, e mesmo sem leite do peito, Alice nunca teve anemia, ou teve mais resfriados que qualquer outra criança da idade dela. Não falta pra ela amor, carinho, respeito ao jeitinho dela, estímulos e tudo o mais que ela precisa pro seu desenvolvimento. E sei que ela está muito bem obrigada, pois é uma criança ativa, alegre, risonha, e muito tranquila.

A culpa passou longe aqui de casa, porque acredito que mais do que ser mães que amamentaram, temos que ser mães seguras em nossas atitudes e decisões para que possamos garantir sempre o melhor para os filhos.