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São Paulo sedia a primeira Semana Estadual da Paralisia Cerebral

Evento dá início à campanha Dezembro Verde, que pretende ampliar o debate sobre a lesão

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

semana estadual da paralisia cerebral

Inspirada no Outubro Rosa e no Novembro Azul, a Associação Cruz Verde criou a campanha Dezembro Verde, mês da luta contra a paralisia cerebral. Ela é parte da programação da primeira Semana Estadual da Paralisia Cerebral, que ocorre de 1º a 8 de dezembro. O evento foi instituído pelo Projeto de Lei nº 518/2014, da deputada Sarah Munhoz.

A Associação Cruz Verde há 56 anos é referência no atendimento de pacientes com paralisia cerebral grave e durante esta semana promove diversos eventos para debater a lesão. “O evento é uma conquista para os profissionais da área e principalmente para os pacientes que necessitam de muito apoio e atenção. É um marco importante para nós e abrirá portas para reflexões, conhecimento, divulgação e atuação junto aos deficientes com paralisia cerebral e tudo que os envolve.”, afirma Marilena Pacios, superintendente da Associação Cruz Verde.

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Por isso, além de incentivar ações públicas e privadas no âmbito da saúde, a semana pretende estimular a formação de profissionais, a qualificação na atuação junto ao paciente e o compromisso de ter a doença na grade curricular das faculdades de medicina, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional. O movimento tem o apoio de personagens famosos. como Cebolinha, da Turma da Mônica, criado por Mauricio de Sousa, e terá a participação da Turma do Quintal da Cultura e do Cocoricó, da TV Cultura.

Causas e tratamentos

A paralisia cerebral é causada por uma lesão no cérebro, que pode acontecer desde antes do nascimento até os 2 anos de idade, fase do desenvolvimento do sistema nervoso central. A lesão não se desenvolve e nem desaparece, ela é classificada como estacionária e não permite que a criança desenvolva os ossos e músculos de maneira correta.

A doença afeta aspectos motores da fala e do desenvolvimento. Mas, quando diagnosticada cedo, a criança pode ter uma vida normal, com independência, através de um dos vários tratamentos disponíveis. Alguns deles são o uso de medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional e equoterapia.