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Rei ou rainha na barriga?

As vésperas do parto de Kate Middleton, ouvimos mães que também não quiseram saber o sexo do bebê

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

É claro que o bebê mais esperado é sempre o nosso, mas esta semana será difícil não comentar ou ouvir falar do nascimento do primogênito do príncipe William e Kate Middleton. Um dia ele será rei ou rainha, já que é o terceiro na linha de sucessão, depois do pai e do avô Charles. É a primeira vez em 31 anos que a dinastia dos Windsor tem uma criança na linha direta de sucessão.

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Data do parto é revelada

 

Para aumentar a expectativa, o casal real britânico decidiu não saber o sexo do bebê, pelo menos essa é a versão oficial. E não explicou o porquê, aliás nenhuma entrevista com o assunto “bebê” foi concedida pelos dois. O que deu margens a muitas especulações sobre o nome (Diana e Alexandra são apostas) e nos levou a ouvir mães por aqui que optaram pela surpresa, coisa muito rara em tempos de ultrassom. Já para os médicos é imprescindível essa informação, entenda o porquê.

O sabor da surpresa

“Desde o primeiro momento eu e o meu marido, Gustavo, decidimos que não saberíamos. Foi de comum acordo e nem percebemos o tempo passar, tudo bem tranquilo. O mais maluco é que eu sempre tive certeza de que era homem, nas duas gravidezes. Independentemente de ser menino ou menina, acredito que a emoção mesmo é a de ser mãe. É inexplicável”, conta Patrícia Balieiro Lima Cristófaro, mãe de João Vitor e Gustavo. Patrícia simplificou também as questões práticas. Fez os enxovais em cores neutras e tinha nomes de menino e menina escolhidos. Na verdade, combinou com o marido que ele escolheria se fosse homem, e ela escolheria se fosse mulher. 

Já Viviane Tiepo, mãe de Bárbara e Lucas, conta que assim que soube da gravidez, o fato de ter uma menina a fez querer muito um menino. O casal estava ansioso, mas não conseguiu ver no primeiro ultrassom. O que funcionou como uma espécie de sinal. “Todos falavam, ‘Ah, bem que podia ser menino’, para animar meu pai, que só tem netas, meu irmão que tem duas meninas, o pai e até a mim mesma que já tinha uma menina. A única que queria irmãzinha era a minha filha. No fundo fiquei com medo de decepcionar todos e de alguma forma deixar o bebê saber que eu queria menino. ‘Queria’ não seria bem a palavra, era algo como ‘bem que podia vir um menino, para eu ter um casal’… Achei melhor saber no dia. Porque, depois que nasce, os amigos e a família veem aquele serzinho no berçário e tanto faz ser menina ou menino. Ninguém liga mais pra isso”, acredita. Já o marido de Viviane foi gentilmente barrado nas consultas que eram acompanhadas de ultrassom, já que estava muito ansioso. “Apenas no último, que era 3D, eu o levei, para que ele pudesse ver, assim não caía em tentação. Já no dia do parto, fiz um ultrassom um pouco antes de entrar na sala. Nesse momento, olhando a telinha, tive a certeza que era menino. Mas a emoção da surpresa foi o melhor!”, conta ela.

A opção por cores neutras resolveu também a questão do enxoval. O quarto foi comprado e ficaram faltando apenas os puxadores dos móveis, que dependendo do sexo seriam instalados. Tudo sem crise. “Os quadrinhos e enfeites compramos logo após o nascimento, bem como as lembrancinhas da maternidade, encomendadas a uma amiga. Apenas o enfeite de porta comprei um de menino e um de menina. Eu tinha os nomes em vista: Lucas ou Lorena. Então já soube como chamá-lo assim que veio para os meus braços. Foi emocionante pra mim por eu já ter a Bárbara e para o pai por ser filho, o que enche o ego de qualquer homem”, relembra.

 

Para o médico é importante saber 

Com a popularização do ultrassom, desde os anos 90, lendas e crendices para adivinhar o sexo do bebê caminham para a extinção. O médico especialista em Medicina Fetal do Laboratório Fleury, Mário Burlacchini, pai do Augusto e do Leonardo, conta que é raríssimo atender pacientes que não queiram saber se terão menino ou menina. Passam-se meses sem que isso aconteça. E, a partir da 15ª, 16ª semana, vem a certeza. As mais ansiosas optam pelo exame de sangue que identifica o sexo do bebê desde a 8ª semana. As poucas que optam por ignorar a informação, o fazem por questões religiosas ou muito pessoais. Já para o ginecologista obstetra que acompanha a mulher no pré-natal é fundamental saber o sexo do bebê, pois há doenças genéticas relacionadas ao cromossomo X. Uma relativamente comum é a hiperplasia suprarrenal congênita. “Se o bebê for do sexo feminino ocorre a virilização, uma alteração na genitália, com o crescimento exagerado dos lábios da vagina, por exemplo, que pode ser corrigida de forma relativamente simples, ministrando corticóide para a mãe”, exemplifica o especialista. Ao saber se é menino ou menina, a investigação de antecedentes na família de outras doenças associadas ao sexo, como hemofilia A e hidrocefalia, torna-se indispensável.

E se você optar por essa pitada a mais de emoção no momento em que seu filho vier ao mundo, o médico aconselha deixar muito claro antes do início do primeiro ultrassom, para que o profissional mantenha a discrição sobre o assunto, sem prejuízo algum ao exame. “Pedimos para a mãe fechar os olhos quando estamos examinando a genitália e desligamos a gravação do DVD para não haver registro”, conta.