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Por melhores finais de semanas

Luciana Cerutti, mãe de Gabriela e Beatriz, percebeu com a escolinha que mais vale a qualidade do tempo que passa com suas filhas do que a quantidade

Redação Pais&Filhos

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Também optei por sair do trabalho quando minhas filhas nasceram. Fiquei 5 meses afastada (quatro da licença mais um de férias). As férias cobriram a estabilidade e optei por ser Mãe período integral.

Eu não conseguia imaginar ter que deixar minhas filhas com alguém. Um medo enorme me consumia e eu ficava desesperada!Eu queria acompanhar tudo! Saber se elas iam gostar mais de doce ou de salgado. Se iam fazer careta ou dar risada na primeira papinha. Estar presente na primeira palavra, o primeiro passo, enfim, tudo!!!!

Mas quando elas estavam com 1 ano e 3 meses, recebi uma proposta IRRECUSÁVEL: Um emprego de vendedora na rua da minha casa… Tive ainda um mês entre entrevistas e o início do trabalho. Resolvi matriculá-las na escolinha 15 dias antes por causa do PERÍODO DE ADAPTAÇÃO. Das crianças???? NÃO, DA MÃE!!!!

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Sofri muito, chorei, liguei várias vezes por dia, passava na porta da escola, buscava mais cedo… e minhas filhas??? Ah, elas adoraram, não queriam ir embora, agarravam os brinquedos, iam sorrindo, dando tchau pra todo mundo. E na entrada então??? A hora que abriam o portão elas sorriam, batiam palmas, era uma festa!!!! Elas já até mudaram de escola mas até hoje passamos na porta da escolinha e elas dizem: – OLHA MAMÃE, A MINHA ESCOLA!!!

Eu acredito que elas foram para escola na hora certa, e eu pude perceber que o importante não é o tempo que fico com as minhas filhas, e sim a qualidade desse tempo. Ficamos menos tempo juntas durante a semana, mas em compensação, brincamos mais, cantamos mais, aproveitamos muito mais.