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O tempo disponível deve ser o melhor

Michele, mãe de Mariana, tenta deixar a filha experimentar o mundo e observar tudo de perto

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A culpa sempre me persegue! Fui mãe aos 23 anos e apesar de amar a área educacional e sempre buscar conteúdo relacionado na área, não me sentia preparada para ser mãe. Então, cada dia era um aprendizado diferente, não caímos nunca em uma rotina monótona, pois todo dia era algo novo para mim. Na época que ela nasceu, não pude parar de trabalhar, fiquei em casa somente 6 meses e, quando acabou, sofri tanto e tanto! Até hoje sofro, mas menos. Na época, era gerente em uma loja e não podia ficar em casa, apesar do desejo…

Tive que voltar a trabalhar e ela começou a ficar com a vó (mãe do meu marido). Tivemos duas babás, mas não deu certo, com a vó me sinto mais segura e ela, muito mais feliz.

Com dois anos, ela foi para o maternal e foi ótimo para o desenvolvimento, mas a culpa de não ficar em casa cuidando dela sempre me perseguiu! Resolvi fazer terapia para me ajudar nessa área.E aprendi que o tempo que tenho disponível, tem que ser o melhor com ela.

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Desde dois anos uso o método do cantinho do pensamento, mas me dá uma dó! Hoje ela está com 4 anos e me faz ver que mesmo sofrendo em dar broncas, está funcionando, pois ela é muito educada, não faz birra, uma fofa!! <3

 Mas sempre falo pra ela que somos melhores amigas e quando há a necessidade de chamar a atenção por ter feito uma travessura, ela fica triste e diz que eu falo que sou melhor amiga, mas brigo. Nossa, ela me mata com isso, sei que é ate um pouco de chantagem, mas sempre caio hehehe. 

Mas aproveito muito, brinco, corro, me sujo com ela, tomo banho de mangueira, pinto o rosto… Procuro não ser aquela mãe “não faz isso, vai cair, vai machucar”… Sou muito protetora, mas tento, com muito esforço, deixá-la experimentar, pois eles são tão curiosos que não podemos ficar podando toda hora, acho que devemos observar de perto e, se cair e machucar, o colinho estará disponível a qualquer hora…

Adoro essa profissão de ser mãe. Apesar de cansativa, essa dupla jornada é muito satisfatória!