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“Nascer Adiantando Não Significa Ficar Atrasado”

Especialistas alertam para cuidados especiais necessários com os bebês prematuros – nascidos antes de 37 semanas de gestação – no metrô de São Paulo

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Nesta quarta e quinta-feira, 13 e 14 de novembro, na Estação Clínicas no Metrô, de São Paulo, especialistas da Sociedade Paulista de Pediatria distribuem material educativo a população, com o tema “Nascer Adiantando Não Significa Ficar Atrasado”, lembrando prematuros famosos, como Albert Einstein que nasceu prematuro.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil está entre os 10 países com maior número de bebês prematuros, que já representam quase 12 % de todos os nascimentos – o que colocam no mesmo patamar de países de baixa renda. Em países de renda média, os bebês prematuros representam cerca de 9% dos nascimentos.

A prematuridade é a causa principal de mortalidade infantil durante o primeiro mês de vida, de acordo com dados do Ministério da Saúde (2011). Cerca de 70% dessas mortes ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento.

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Uma das principais causas de hospitalização recorrente e morte entre bebês prematuros é a infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um vírus sazonal, cuja circulação pode variar de região para região. Como seus sintomas podem ser confundidos com uma gripe forte, VSR é erroneamente associado a baixas temperaturas. No Brasil, está presente durante todo o ano, mas seu pico é entre abril e setembro nas regiões sul e sudeste. 

Em bebês nascidos prematuramente, ou que sofrem de doença cardíaca congênita e displasia broncopulmonar, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização  ou o tempo em unidades de terapia intensiva. O VSR é também responsável por constantes hospitalizações e é a principal causa de internação entre bebês abaixo dos dois anos de idade. Uma das sequelas mais comum é um chiado no peito recorrente, que pode perdurar até os 13 anos de idade.

Alguns estudiosos acreditam que as taxas de mortalidade relacionadas ao VSR, em bebês prematuros, ficam em torno de 5%. Não há tratamento específico para infecção por VSR, somente prevenção.

Prevenção –  Medidas preventivas contra o VSR incluem lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar o bebê (o vírus permanece nas mãos por mais de uma hora); evitar aglomerações; lavar sempre os objetos do bebê (em superfície porosa, o VSR pode sobreviver por cerca de 24 horas); evitar o contato de bebês com crianças mais velhas e adultos com sinais de resfriados e com fumantes.

Para mais informações sobre a campanha, acesse http://www.spsp.org.br