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Não são só flores

Neila, mãe de João, descobriu que a fase mais deliciosa da vida é mais complicada do que parece

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Minha gestação foi super boa, tranquila.

Os problemas começaram no dia em que cheguei em casa com o bebê.

Mãe de primeira viagem + um bebê com cólicas desde o sétimo dia de vida + um pai de primeira viagem + 2 avós de primeira viagem + 2 avôs de primeira viagem.

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Dá para imaginar?

  A ansiedade tomou conta de mim e enquanto eu não arrumei um pediatra que “me consolasse” eu não sosseguei.

Fui em 6. Isso mesmo, 6 médicos. Parei no sexto. Domingos Palma. O que ele me disse? A mesma coisa que todos os outros tinham dito (“cólica, é assim mesmo, não tem remédio e…”), mas esse me explicou tudo com muita paciência. Ele cuidou de mim. Na verdade , me mandou a um psiquiatra. Eu estava enlouquecendo de verdade e foi o pediatra que me ajudou.

Então, neste comecinho de vida do João, me sentia uma porcaria porque tanta gente em volta falando mil coisas da criança e ninguém conseguia ver o que acontecia comigo.

  O cocô do cavalo do bandido era perfumado perto do que eu sentia…

  Por que eu não estava aproveitando toda aquela fase deliciosa da vida? Ah…um bebê recém-nascido é tããããão gostoso: ai, ele tem quebrante! Ai, ele tem alergia a leite! Ai, ele vai ficar com hérnia umbilical de tanto chorar…

  Deve ser por tanta besteira que ouvi e porque muita gente que podia ajudar estava atrapalhando tudo.

  Daí o bebê chorava a noite eu desligava a babá eletrônica sem nem sequer ir conferir.

  Horrível, né? O cansaço me consumia. Era físico e mental. Não aguentava mais nada…

Já senti culpa disso. Hoje eu não tenho.

Planejo sim ter outro filho, mas não fico contando que a vida de mãe é flores porque não achei isso. Achei bem cansativa e enlouquecedora. Amo meu filho e repito, quero ter mais filhos. Espero desta vez “saber” o que está por vir…