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“Não” com moderação

Estela Maria, mãe de Arthur, também já foi uma criança desobediente

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Arthur, aos 11 meses, está explorando o mundo a sua volta e também testando os limites, aprendendo o significado da palavra “NÃO” e, claro, desafiando esse comando.

A partir de agora sinto que ainda mais sou solicitada na minha função de mãe, aquela que deve orientar e educar. Não é fácil, pois tantas vezes envolvida no trabalho do dia a dia, o mais prático é simplesmente tirar a criança do local e acabar com o problema.

Mas sou adepta do NÃO com qualidade, ou seja, não é a todo momento que falo essa palavra, pois muitas vezes apresento alternativas para que ele se desenvolva de uma maneira mais segura e sem tanta tensão entre nós. Também procuro explicar os porquês, mudando o foco da sua atitude desobediente para uma outra situação que possa ser agradável, ou quando ele se manifesta irritado em meio a pessoas e locais públicos, tento retirá-lo dali para resolvermos nosso conflito em um local mais calmo, olho no olho e preferencialmente mantendo o tom de voz baixo e sereno, afinal, sou professora e tenho que lidar com cerca de 30 alunos animadíssimos a cada aula, e com eles tenho que manter meu equilíbrio. Com meu filho, em meu lar, sinto que é uma obrigação ainda maior respirar fundo e lidar com a situação de maneira mais calma possível, afinal, ele está aprendendo.

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Por vezes ele se põe a chorar. Não me sinto culpada, pois tento fazer o que é melhor para ele. Não dou atenção a esse choro, pois já tivemos nossa conversa. O choro não tem durado tanto, logo ele já está brincando e distraído, preparado para o outro NÃO.

Uso também uma frase que minha mãe usava comigo: “mamãe vai te ajudar a obedecer”. Veja só como a vida se repete… Eu também já fui uma desobediente!