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Na creche, mas do lado da mãe

Betania Araújo, mãe do Mateus e do Gabriel, colocou os filhos na creche do trabalho mas nem por isso a adaptação foi fácil.

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Bem, não posso dizer que colocar meu filho na creche foi uma decisão difícil, pois na verdade não havia o que ser decidido… eu não tinha outra opção! Parar de trabalhar? Fora de questão! Contratar babá? Não cabia no orçamento e mesmo se coubesse, seria uma das últimas opções. Deixar com a vó?  Uma mora a 350km e a outra a mais de 2000km.

Quando terminou a licença maternidade, que na época ainda era de 4 meses, levei meu filho pra creche em que eu trabalhava. Poxa, que máximo! Seu filho na creche que você trabalha! Só que não… foi uma fase muito difícil! Ele demorou pra se adaptar, chorava demais, não aceitava leite sem ser o meu e no meu peito (mesmo tirando, ele não aceitava na mamadeira). Era duro trabalhar ouvindo o choro dele (mãe reconhece o choro da sua cria de longe).  Não gosto nem de lembrar aquela fase… nossa, como eu chorava!

Quando o ano terminou  troquei ele de escola e as coisas melhoraram… vale o ditado “o que os olhos não vêem , o coração não sente”! Não estou dizendo que ele era maltratado, mas era difícil escutar seu choro (normal, na adaptação) e não poder fazer nada.

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Quando tive o meu segundo filho, a licença maternidade já era de 6 meses. Juntei com as férias e ele foi para a creche com 7 meses. Era a mesma que eu trabalhava, mas dessa vez foi bem mais tranquilo. Eu trabalhava na sala ao lado, mas ele se adaptou rápido e não chorava, comia super bem e interagia com as outras crianças. O cuidado era para que ele não me visse, caso contrário queria mamar.

Apesar de todo sofrimento inicial (mais meu do que deles) eu sei que fiz o melhor!  Se eu tivesse outra opção, eles não teriam ido tão novinhos pra creche, mas assim que estivessem com 12-18 meses iriam sim para uma escolinha. Eu acho que a criança precisa interagir com outras, aprender a dividir, a socializar.