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Meta que exige preparo

Priscila Pereira, mãe de João Gabriel e Maria Beatriz, tomou uma decisão que afeta o seu lado emocional

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Já faz algum tempo que resolvi viver a vida dando um passo de cada vez e não dar passos muito largos, para chegar onde eu quero. Quando conheci meu marido, resolvemos comprar um terreno, ao perceber que o compromisso era sério mesmo. Aí, fomos construindo aos poucos, e aos poucos também fomos fazendo a nossa família. Hoje, depois de 8 anos, somos 4, temos o João Gabriel de 6 anos e a Maria Beatriz, de 2 anos.

Como primeira meta para 2014 está o desmame da Maria, ai meu Deus, dai-me forças. Aposto que muitas mães, nessa altura, estariam voltando a ler a parte da idade da Maria. Sim, ela faz 2 anos em 1º de fevereiro, e sim, ela ainda mama no peito. Meu filho mais velho mamou até quase 2 anos e meio e sinto culpa até hoje pelo desmame, tive que passar babosa no peito para ele largar, me partiu o coração. A maioria das mulheres estranha eu ainda ter leite, porque fico o dia todo longe dela, então ela só mama à noite, o que esta acabando comigo, pois ela acorda umas três vezes na noite para mamar. O meu lado racional sabe muito bem que já passou da hora de tirar o peito, que já não faz diferença na alimentação, que ela usa como “truque” emocional, que é só o irmão mais velho pedir um pouquinho de colo que lá vem a Maria pedindo o “petcho” dela. Mas não tem jeito, este elo é tão importante que o lado emocional fica arrasado só de me preparar para este momento.

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Acredito que esta primeira meta vai ser a mais difícil, mas vou superar, só não quero ter que passar babosa novamente. Alguma mãe aí tem alguma dica? Rsrsrsrs

O nosso colunista e pediatra Cláudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Sílvia, pediatra da clínica Len de pediatria, dá a dica para o desmame: “ela deve retirar uma mamada por semana e não voltar atrás. Basta não dar o peito na mamada retirada e aguardar, mesmo que a filha chore um pouco. Uma coisa que ajuda muito é sair de perto na mamada e deixar que outra pessoa dê a mamadeira, mas com paciência. Sempre dá certo, mas a criança tem que estar com fome para aceitar”.