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“Me apertava o coração”

Karina, mãe de Pedro, optou por deixar a profissão na área da saúde para amamentar e ficar com o filho

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Sou mãe do Pedro, que completou 6 meses nessa semana. Sou farmacêutica e pós-graduada na área.  

Casei em julho de 2012 e engravidei na lua de mel. Sempre tive na cabeça que quando engravidasse, daria um tempo para a minha carreira e me dedicaria ao meu filho, mas não achei que isso aconteceria tão rápido. Estava em um emprego que me dava uma estabilidade de vida familiar e financeira, mas logo que descobri a gravidez, comuniquei à dona da empresa que trabalharia o tempo necessário para treinar uma nova responsável pelo meu cargo. Minha chefe chegou a oferecer um salário maior, mas não conseguia tirar da cabeça a ideia de cuidar pessoalmente do meu filho. Saí de licença, tive o Pedro em abril de 2013 e ao chegar ao fim da minha licença-maternidade, minha chefe ainda insistia para que eu voltasse. Mas quando pensava em deixar o meu filho na mão de outra pessoa (mesmo que fosse a minha mãe ou minha sogra), me apertava o coração.  

Por ser uma profissional da área da saúde, sempre tive o desejo de amamentar até os 6 meses, pois sei que essa exclusividade do leite faz diferença no futuro das crianças. Não conseguia pensar em adicionar outros tipos de alimentos tão cedo para o meu bebezinho e decidi pela rescisão do contrato com a empresa. 

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Hoje, após 6 meses do nascimento do Pedro, sou muito feliz, graças a Deus. O meu marido me apoia muito na minha decisão e faz de tudo para que eu me sinta bem com a escolha que fiz. 

Não posso negar que às vezes bate uma dúvida se vou ficar desatualizada ou se as pessoas vão me ver como “mãe radical”, mas tenho certeza que fiz a melhor escolha para o meu filho e faria tudo novamente. Pretendo voltar a trabalhar sim, mas em um emprego flexível ou quem sabe até em um negócio próprio.