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Maioria das bicicletas infantis não é segura

Teste feito pela ONG Proteste aprovou apenas uma de cinco bicicletas. Entre os problemas, rodas que entortam, correntes expostas e até banco quebrado

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A Proteste divulgou hoje o resultado assustador de uma pesquisa feita com bicicletas infantis aro 16: das cinco testadas, quatro foram eliminadas por problemas nos freios, selim e proteção da corrente, entre outros. A única aprovada e que, segundo a Proteste, pode ser comprada com segurança, é o modelo Caloi Monster High.

Para realizar o teste, a ONG escolheu cinco bicicletas de aro 16, indicadas para crianças de 5 a 9 anos, e que, de acordo com pesquisas de mercado, são as marcas mais vendidas: Caloi, Colli, Houston, Tito e Track & Bikes. O teste foi feito com um modelo de cada marca e foram levados em conta padrões de segurança brasileiros (utilizados pelo Inmetro) e padrões europeus (que são mais exigentes e garantem maior segurança).

Perigo sobre rodas

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FECHAR

Os modelos Colli Renault MTB e Track & Bikes Dino Neon tiveram suas rodinhas deformadas durante os testes de resistência, em que se coloca um peso sobre elas. Com a deformação, a criança que utiliza a bicicleta pode se desequilibrar e cair.

No teste de fadiga, que simula situações cotidianas de uso, com repetição dos movimentos, a Colli teve o banco quebrado e o garfo rachado. Já as marcas Tito e Track & Bikes apresentaram problemas nos freios.

A proteção da corrente, que não é exigida pela lei brasileira, é importante para evitar que fiquem presos dedos e partes das roupas e de cadarços. Das marcas testadas, apenas a Caloi e a Colli possuíam essa proteção.

Outro item importante para a segurança das bicicletas é a espessura e formato da manopla: a parte em que se coloca a mão ao andar de bicicleta. A lei exige que a extremidade dela seja mais larga, para evitar que a mão da criança escorregue quando suada. Nenhuma das marcas apresentou 40mm de diâmetro para a ponta da manopla, o que é considerado seguro pelas normas europeias.

Os manuais de instrução também apresentaram falhas, sem informações claras sobre os ajustes do modelo. Apenas a marca Tito informa o peso total admissível na bicicleta.

Todos os modelos testados são certificados pelo Inmetro. Segundo a Proteste, as normas usadas pelo órgão brasileiro para certificação das bicicletas são ultrapassadas e não garantem a segurança dos produtos.

A Proteste já solicitou que se adotem critérios mais rigorosos baseados na norma europeia. Também pediu junto ao Procon-SP que os modelos da Colli e da Track & Bikes sejam retirados do mercado.

Já comprei, e agora?

Se você já comprou para o Dia das Crianças uma das bicicletas eliminadas no teste, o melhor é tentar trocar. Se não conseguir, a recomendação da Proteste é levar a um especialista para que se certifique de que ela está bem montada, com os parafusos apertados, e para fazer uma revisão.

Podemos ficar atentos a outros detalhes, como o cabo do freio: se for comprido demais, pode entrar em contato com o raio da roda e bloquear o movimento. A bicicleta tem que ser bem montada para evitar esse tipo de acidente.

Além disso, esteja sempre por perto e atento quando seu filho usar a bicicleta.