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Lembrar das diferenças, mas sem rótulos

Suzana Battistella, mãe de Thiago e Luiza, já sabe que os filhos não podem ser tratados da mesma maneira, pois têm personalidades opostas

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Tenho dois filhos, Thiago e Luiza, e a diferença de idade entre os dois é de 1 ano e 8 meses. Logo que Luiza nasceu, já percebi como os dois eram diferentes: Thiago era um bebê que chorava muito alto e gritava a plenos pulmões quando queria algo. Já Luiza, era um bebê tranquilo, quase não chorava. Eu não tinha ideia de que poderia perceber diferenças na personalidade dos meus filhos já nos primeiros dias de vida. E o mais engraçado é que parece que houve uma inversão: hoje ele é um menino tranquilo, paciente, e ela é uma menina super exigente. 

Eles realmente são diferentes e esta diferença se manifesta principalmente na alimentação. Um adora queijo e o outro detesta, um come salada todos os dias e o outro só “vai comer quando crescer”… Um dia mandei um pedaço de bolo e melão picadinho para o lanche da escola. A lancheira da Luiza voltou com o melão intocado e a do Thiago voltou com o bolo. Incrível, parece que eles “combinam” tudo isso para ser diferentes, para ser um o oposto do outro. 

E sendo tão diferentes, comparam-se o tempo todo: “Mamãe, qual desenho está mais bonito, o meu ou o dela?”; “Mamãe, ele não está se comportando, mas eu estou, né?”; “Mamãe, quem ganhou mais presentes no Natal?”. E não adianta, eu posso repetir mil vezes que não gosto destas perguntas, que cada um é especial de alguma maneira, que nem tudo que um tem, o outro precisa ter também… Tenho a impressão de que eles nunca irão entender.

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Para mim, é muito importante conhecer os dois e lembrar das diferenças, porém sem rotular. Eu demorei um pouco para aprender, mas agora tenho muito claro que não há motivo para ser tratados do mesmo modo. O pedaço de bolo não precisa ser sempre do mesmo tamanho pois a fome dos dois não é a mesma.