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Ilustração ganha destaque no segundo dia de Flipinha

Daniel Kondo e Mario Bag contam sobre o início de suas carreiras e falam sobre a força da imagem nos livros infantis

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

O segundo dia da Flipinha, evento dedicado ao público infantil da Festa Literária Internacional de Paraty, começou animado. Nossa primeira parada foi na Casa de Cultura de Paraty onde assistimos a uma conversa com os ilustradores Daniel Kondo e Mario Bag, na Casa de Cultura de Paraty. O tema da conversa do bate-papo era “Ilustração Ontem e Hoje”.

Os ilustradores contaram um pouco sobre como iniciaram suas carreiras na ilustração e falaram sobre alguns de seus livros. Mario Bag disse que na adolescência queria ser baixista de uma banda de rock, mas, de acordo com ele, tinha pouco talento, e sua verdadeira vocação era o desenho. Começou ilustrando capas de discos e peças publicitárias. Após 15 anos na indústria fonográfica foi convidado para ilustrar a capa da revista infantil Ciência Hoje e viu que gostava de criar para as crianças.

“O público infantil é mais sincero, permite que a gente crie infinitas possibilidades. Me sinto um pouco criança quando estou fazendo um livro para esse segmento”, se diverte.

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Um dos assuntos que ele mais gosta de trabalhar é o folclore brasileiro. Esse tema pode ser visto em livros como “Mitos e Lendas do Folclore do Brasil” e “Histórias Aumentadas”.

“Quando visitava às escolas para falar do livro, as crianças sempre me perguntavam sobre a Loira do Banheiro. Foi então que eu tive a ideia de criar um o livro Loira do Banheiro e mais 10 Lendas Urbanas”.

Bag diz que não gosta de ser óbvio quando está ilustrando um livro preferindo dar asas ao pensamento. Afinal ele sabe que o público infantil também consegue acompanhar suas imaginações.

Força da imagem

Daniel Kondo desenha desde pequeno. Suas primeiras publicações eram feitas com papel sulfite dobrado onde ele escrevia e ilustrava suas próprias historinhas. Alguns anos se passaram e o menino que usava recursos como giz de cera de lápis de cor para criar suas narrativas é hoje um dos principais ilustradores do mercado de livros infantis brasileiro.

Para Kondo as imagens são capazes de contar histórias. Isso é tão presente para o autor que alguns de seus livros quase não têm palavras, pois as ilustrações dão conta do recado. É o caso de “Tchibum”, livro feito em parceria com o nadador Gustavo Borges, que ensina às crianças como flutuar dentro da piscina.

O livro fez tanto sucesso que ganhou menção honrosa na Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha.  

“Acredito que seja uma tendência nos livros infantis a narrativa por meio da imagem, possibilita uma relação diferente com o livro”, conclui.