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Filhos diferentes vão para creche em momentos diferentes

Mônika Lovera, mãe de Helena e Victória, precisou colocar a mais velha bem cedinho na creche, já a segunda...

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Minha primeira filha foi pra escola com 1 ano e meio e na época fui criticada por estar colocando ela na escola muito cedo e sem necessidade, na opinião alheia. Eu fiz o melhor que podia fazer naquela época. Estava passando por um conturbado período no meu casamento que resultou em uma separação, minha filha não tinha crianças da idade dela por perto para brincar e isso me deixava muito desconfortável.

Procurei uma boa escola (particular porque onde morava as municipais eram a última opção) e matriculei ela no período vespertino, no primeiro dia ela se encantou e nem quis saber de mim e ainda por cima na hora de vir pra casa ela chorava querendo ficar mais. Realmente fiz por achar que naquele momento seria o melhor e acredito que foi.

Porém com a segunda filha, 13 anos depois, a minha decisão foi totalmente inversa. Decidi ficar com ela em casa até que completasse 3 anos. E advinhem? Dessa vez recebi críticas por não colocar a guria na escola mais cedo. Mas pra mim o que importava era a minha decisão e a do marido que concordava e me apoiava.

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FECHAR

A pequena seria matriculada em uma creche municipal (aqui em SC a coisa é bem melhor). Recebi a dica de uma amiga pra fazer a inscrição dela logo porque a vaga demorava. Fiz em março do ano passado (ela tinha 2 anos e 3 meses) e fiquei esperando, mas confesso que não queria que surgisse vaga antes do meio do ano porque aí eu teria que matricular ela pra não perder. A vaga só apareceu em março desse ano quando ela já estava com 3 anos e dessa vez deu uma sensação de culpa quando deixei ela lá e vim pra casa.

Da primeira vez eu fazia faculdade no mesmo período que minha filha ficava na escola e dessa vez eu sou dona de casa e escrevo no meu blog. Talvez isso tenha me dado a impressão de que tava deixando ela lá pra “fazer nada” em casa. E sabemos que isso do “fazer nada” era pura ilusão da minha cabeça porque serviço de casa não acaba e alternando com o blog tem que ter um jogo de cintura tremendo.

Aos poucos essa sensação foi passando, fui lendo depoimentos e conversando com outras mães e ficou apenas a lição: você tem que pensar no que será bom para você, seus filhos e/ou marido porque os pitaqueiros de plantão sempre vão reclamar.

Muitas vezes o que origina a culpa é aquele comentário ou olhar de reprovação que lançam sobre você e é disso que temos que aprender diariamente a nos livrar e confiar que a nossa decisão foi a melhor para nossos filhos.