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Estudo consegue silenciar cromossomo extra da Síndrome de Down

Utilizando células in vitro de um portador da síndrome, cientistas conseguiram retirar cromossomo X a mais. Pesquisa é inovadora

Redação Pais&Filhos

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Pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá conseguiram desligar um cópia extra do cromossomo 21 que causa a Síndrome de Down. Isso ocorreu graças ao uso de um genoma chamado “XIST” inerente às mulheres que foi utilizado como ferramenta para silenciar o cromossomo X a mais.

Como a pesquisa foi feita in vitro, com células em cultura, os pesquisadores lembram que os resultados não são, portanto, uma garantia de cura para a síndrome.

Mesmo assim, o estudo traz um impacto e deve ser encarado como um grande avanço, já que traz um novo entendimento sobre os modelos celulares e os mecanismos das doenças. Além disso, esta é a primeira demonstração prática de que terapias cromossômicas poderão se tornar algo factível no futuro para o tratamento de sintomas associados ao Down e outras síndromes causadas pela duplicação de um cromossomo (chamadas trissomias). Segundo os autores, liderados por Jeanne Lawrence, da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachussetts, nos EUA, a implicação da pesquisa mais ambiciosa é colocar a Síndrome de Down na lista de doenças que se beneficiarão nas terapias gênicas ou cromossômicas.

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Pesquisadores não prometem cura

A pesquisa foi liderada por Jeanne Lawrence, da Faculdade Medicina da Universidade de Massachusetts, nos EUA. O trabalho foi publicado pela Nature após ficar um ano sob revisão.

É importante lembrar que, em nenhum momento, os cientistas falam em reverter completamente o quadro (“curar”) da trissomia.

 

Leia mais sobre o estudo aqui