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Entrevistamos Astrid Fontenelle

"Sentia vontade de ser mãe, mas nunca quis ficar grávida". Apresentadora fala sobre adoção do filho Gabriel.

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Ela começou a carreira como jornalista, se tornou apresentadora de televisão e foi a pri- meira a aparecer na MTV Brasil, anunciando a estreia da emissora. Priorizou a carreira durante muito tempo e, há quatro anos, ao adotar Gabriel, mudou o foco e decidiu ajustar o trabalho à rotina com o filho. Mas não deixou a profissão de lado, pelo contrário, está no auge: seu programa Chega- das e Partidas, da GNT, foi eleito o melhor programa de TV pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e começou no mês passado a apresentar o Saia Justa, um dos programas de maior audiência do canal.

Gabriel vem ocupando não só o coração, mas tam- bém a pele da apresentadora Astrid Fontenelle. A estrelinha tatuada no pulso marca a data de nasci- mento do filho. O coração, logo embaixo, identifica o dia da adoção.

Seus horários flexíveis permitem brincar com ele todas as tardes. De fazer cócegas. Assim como ela sempre fez, desde os primeiros dias de convivên- cia, e que transformou aquele bebê quietinho do abrigo num brincalhão Gabriel.

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Você vive no aeroporto?

Eu vivia, mas sem cruzar o portão de embarque. Não viajo tanto assim. Depois do Gabriel, não mais. Nem para a Bahia, onde temos casa. Gravo o Saia Justa aqui em São Paulo. A gente fez um programa recentemente baseado no livro da executiva do Fa- cebook (Sheryl Sandberg), onde ela diz que mulher tem que ser agressiva, exigir os mesmos direitos do homem, dando tudo de si no trabalho. Tem uma ou- tra corrente, do novo feminismo, que fala o contrá- rio, que a gente tem que exigir as nossas diferenças.

Como é exigir as diferenças?

É chegar na sua chefia e falar: “Ó, não preciso nem de aumento, mas quero ficar um dia a mais por semana em casa, com o meu filho”. Foi o que fiz. Optei. Vim trabalhar em um canal a cabo porque queria ser mãe. Ganho menos mas tenho mais tempo para ficar em casa.

E seu tempo é para o Gabriel?

Minha agenda é toda voltada para o Gabriel. Meu tempo é dele.

Ser mãe sempre foi um sonho seu?

Quando eu era bem jovem, com 18 anos, cheia de ideais, frequentava esporadicamente uma uni- dade da Febem que tinha no Pacaembu, e fala- va para a minha mãe que queria adotar. A gente chegou a pesquisar, mas eu não poderia por ser solteira. Antigamente tinha isso, hoje não mais. Ao mesmo tempo, sou da geração que tinha que trabalhar, que ir à luta. Minha mãe foi uma das primeiras desquitadas oficialmente do Brasil, então, me educou para não ter que depender de homem, para saber trocar lâmpada, programar o videocassete, ser independente, até demais! E aí, fui indo, indo, até que uma hora meu relógio biológico bateu, aos 40 e poucos anos. Comecei a sentir vontade de ser mãe. E nunca foi uma coisa biológica, nunca quis ficar grávida, nunca, nunca.

Você nem tentou?

Até tentei. Mas nunca achei bonito… Achei liber- tário a Leila Diniz posar com uma barrigona e não sei o quê, mas no fundo não acho bonito a barri- ga. Não invejava ela para mim, porque vejo muito mais a dor nas costas, a perna inchada, a celulite… Fiz um tratamento e o resultado foi catastrófico, porque não ganhei o bebê e ganhei um monte de celulite, hormônio, fiquei toda descompensada,. E quando você perde, a responsabilidade ainda é sua, que não fez o repouso corretamente. Tem que ficar de repouso absoluto para não perder.

Você chegou a engravidar e perdeu?

Fiz uma inseminação. Durante o repouso, meu melhor amigo soube que estava com câncer. Não há repouso absoluto que dê conta disso. Então, aí, tive certeza de que o meu método para ser mãe seria pela adoção, e fui à luta.

E como era esse querer?

Eu não via mais estímulo em aprender, por exem- plo. Eu tinha tantos livros, discos, tanto conheci- mento, tanta sede de aprender, de conhecer, de estudar…. E aí comecei a precisar repassar para alguém diretamente. Não era necessidade de tro- car, era dar. Trocar eu estava trocando com um monte de gente, o tempo todo e há tanto tempo, que aquilo não era mais o meu barato. Acho que esse foi meu argumento de convencimento, mas nem era elaborado. A primeira reunião que mar- caram comigo e com a assistente social e a psi- cóloga demorou duas horas e meia de espetáculo solo. Elas fazem poucas perguntas e você falando, é uma sensação… Como te dizer?

Deve ser difícil mesmo… Essa sabatina toda!

É o seu sentimento que vai ter que ser realmente passado, não adianta, não é um texto que você vai decorar. Claro que tem pequenas dicas, tipo, não vai lá dizer que você só quer menina, que tu não vai ter. Ou não caia na besteria de querer che- gar falando que já tem o quarto, que vão mandar desmontar! Para eles, ir por esse caminho está provando que você tem outras necessidades que não é ser mãe.

E como você se preparou, então?

Quando me deram a notícia que o Gabriel ia acontecer na minha vida, que eu ouvi “temos uma criança para você”, falei “eu quero agora, agora!” Mas aí não, calma! Pensei: você vai conhecê-loho- je à tarde. Calma. Mal comi. Fui, e quando voltei… Passou tudo muito rápido na minha cabeça… Não sei dizer, não sei quantos dias se passaram da- quele dia até o dia em que o juiz virou para mim e falou “pode levá-lo para passar um final de sema- na em casa”. Sei que falei: “Calma! Vocês não fala- ram que não era para ter nada? Não tenho nada! Como é que eu vou levar uma criança para casa se não tenho nem berço?”

Quanto tempo ele tinha?

Tinha 40 dias. Falei para o juiz: o senhor não quer que eu pare na farmácia agora nem que vá dar uma volta no shopping com ele. Agora, então espera…

Mas o problema era prático ou você estava com medo, também?

Não, foi prático, muito racional. Disse para o juiz: “Me dê um final de semana, eu vou até São Pau- lo – o processo foi na Bahia – porque ele é meu filho… Eles riam! Mas eu expliquei, vou até São Paulo montar o quarto dele. Vim e em um dia, um único sábado, liguei para a minha melhor amiga que é madrinha dele, falei “Cris, a gente precisa comprar um quarto pro Gabriel”. Aí, começou uma outra história…

As coisas de última hora são mais difíceis!

Menina, era tudo só para 90 dias! Aí apelei, disse: “Chama o dono, você não está entendendo! Te- mos no máximo 30 dias”. E o dono veio, contei a história e chorava, chorava muito nessa época… Falei: “existem métodos e métodos de ter filhos e você está acostumado com isso, mas tem um, que é recente no país, que não vai durar nove meses… É um método em que você é chamado, e aí tem 40 dias para se adaptar!” O cara falou: ”Entendi, a gente vai fazer pra você, e eu vou estar pronto para fazer dessa forma para outras mães, quantas vezes for necessário”.

Era certo que o Gabriel ia ser seu?

Não. Eles te dão esse período de 40 dias. Já ouvi histórias de gente que, quando pega o bebezinho, se assusta, não quer mais. E você tem esse direi- to, é cruel, mas acho melhor.

E como foi quando você pegou o Gabriel?

Ave Maria! Tem uma foto. Sabe aqueles trabalhos de escola, de quem é a sua família? Muitas mães levaram fotos grávidas, parindo, e eu mandei essa, com ele no meu colo, do dia que nos conhe- cemos. Falo para o Gabriel: esse foi o momento em que você nasceu.

E foi, não é?

Menina, já acho que ele está com o meu nariz! Eu acho que cachorro fica parecido com o dono, você imagina criança! Superfica!

Qual a primeira lembrança que você tem dele?

Ele estava de costas, no colo de uma assistente social, chorando muito. Quando o peguei, essa minha amiga já estava fotografando tudo, ele me deu uma olhada e parou de chorar. Uma coisa muito louca. Ele era muito estático, não ria, não fazia nada. E eu e ela, sem expressar uma para ou- tra, achamos que ele podia ter algum problema.

Jura que você achou isso?

É, ele não interagia. Eu tinha feito um acordo com o juiz: a única coisa que eu não estava pre- parada era para, de largada, ser mãe de uma criança com problema. Não estou preparada, isso é uma fragilidade minha, desculpa, não sou um ser superior. Antes de verbalizar tudo isso, eu preenchi uma ficha na adoção, com várias per- guntas, frente e verso, e no final tem: “Você acei- taria uma criança com algum comprometimento motor leve, médio ou grave? Algum comprome- timento local, braço não sei o quê, perna…” E vai indo até chegar em uma criança completamente comprometida. E eu tasquei “não” em tudo aqui- lo, porque eu falava que não estaria preparada. Aí o juiz, na hora da primeira conversa, virou para mim e falou: “Você acredita mesmo que essa pessoa exista?” Só falou isso.

Nossa, pegou pesado, hein?

Ele disse: “Você acha que algum ser humano não tem nenhum comprometimento mental, nenhum problema na cabeça?”. Eu falei: “É verdade, né, por- que faço terapia há 20 anos, todo mundo tem. Um probleminha, todo mundo tem”. Eu expliquei: “Não foi isso que quis dizer, mas agora superentendo o que o senhor está querendo me dizer, me dá uma borracha”. Aí apaguei. E óbvio que uma criança que foi adotada vai precisar de mais terapia do que ou- tra. Já estou engatilhada com a terapia dele, ele já fez, já teve contato, porque parece que aos 6 anos as perguntas vão começar a ser bem mais objeti- vas. Ele já começou semana passada.

Ele já sabe que é adotado?

Essa palavra a gente nunca usou, talvez até por um bloqueio meu mesmo. Mas também acho que é uma palavra que não faz parte do vocabulário de uma criança de 4 anos incompletos. Mas a histó- ria que foi contada para ele é que eu pedia muito, muito, muito, muito para Nossa Senhora, sempre olhava para o céu e pedia para ter um filho, meni- no ou menina, e um dia eu vi que tinha uma estre- la brilhando mais que as outras e de repente essa estrela veio numa velocidade louca, entrou no meu coração de tal forma que me arrebatou. Ele no outro dia me perguntou o que é arrebatar! En- fim, eu conto assim, inclusive quero escrever um livro, uma história para crianças. Mas, voltando, ele veio: “O que é arrebatou, mamãe?” Eu falei: “Me encheu muito de amor e para essa pessoa tão especial dei o nome de Gabriel. Você é o Gabriel. Sua estrelinha nasceu”.

Mas volta lá no encontro de vocês dois…

Então, eu com ele no colo, não queria devolver mais de jeito nenhum! Mas não é uma mercadoria, você não leva na hora. Aí é que começa o processo de ir visitar, deles perceberem se você quer mesmo. Eu estava na Bahia, na casa da minha amiga. Eles fazem visitas-surpresa, para ver como é que tá. De- pois, começam as entrevistas. Em uma delas, eu tinha que levá-lo na psicóloga. Falei: “Pelo amor de Deus, mas ele tem 50 dias, o que ele vai fazer com a psicóloga?” Fui meio brava, quando chego, a psicó- loga era bem jovem e pensei: “Ah, meu Deus do céu, vou dar um nó na cabeça dessa menina”. 

E o que você fez?

Me sentei do lado dela e falei: “Agora, Gabriel, va- mos dizer para ela, você tá feliz com a sua mãe?” Menina, o menino ria, de mexer a barriga, de per- der o ar… E eu, “Calma, calma, não precisa falar que me ama tanto assim, se não nem ela vai acre- ditar, vai pensar que você decorou”. E ele ria, ria, ria… Fiquei satisfeita, porque aquela criança que estava antes, no abrigo, que não se mexia, é ape- nas mais uma criança abrigada, que não recebe estímulos. Eles não têm nem um móbile em cima da cabeça! Porque as moças que cuidam desses bebês, coitadas, têm que cuidar de muitas crian- ças, não têm tempo. Frequento um abrigo aqui em São Paulo que você não acredita, o que é o método de alimentação…

Alimentação em série!

Eles põem um monte de babador no bebê, um em cima do outro, porque sujou, já joga, já pega o outro por baixo, não tem tempo nem de trocar. Há amor? Muito, mas é muita gente pra cuidar! Sei que o Gabriel estava em um lugar de muito amor, mas com as deficiências desse lugar. O furo da mamadeira, gata, eu que sou míope, enxer- gava. Eu falava: “Posso mandar uma mamadeira para ele?” Não vai adiantar. Você acha que elas têm tempo de falar “ah, essa é a mamadeira do Gabriel?” Claro que não! Graças a Deus, no final, tudo certo, ele é supersaudável, um touro. Claro que substituí todas essas coisas, mas durante 40 dias da vida, ele ralou, bicho.

Você hoje é casada. Como foi o envolvimento dele com o gabriel?

Ele entrou na minha vida quando o processo já esta- va acontecendo. Eu o conhecia de outros carnavais, literalmente, porque ele trabalha com o Chiclete com Banana. Um dia me chamou para ir a um show, acabei indo e ficando com ele, e ele falou: vou namorar você. E eu: “Ah, não vai, não”. E ele insistindo, insistindo…

Ele não sabia que você estava adotando uma criança?

Não, eu não contava para ninguém. Mas, uma hora, abri. “Rapaz, venha cá, vou te contar um negócio, sabe por que você não vai me namorar? Porque estou em processo de adoção, vou ter uma entrevista daqui a 20 dias…” E ele: “Posso ir com você?” Eu falei: “Óbvio que não! Olha, é como se você estivesse namorando uma mulher grávida. Esse filho vai ser seu? Não!”. 

Coitado! Tomou muito fora!

Mas eu não estava grávida de outro homem, eu estava grávida do universo. Sozinha. Ele poderia ser o pai daquela criança! Só que não pensei nisso num primeiro momento. Mesmo porque não faria parte do meu caráter, eu não tava procurando um pai para o meu filho, não queria alguém que pa- gasse conta comigo. Eu estava querendo ser mãe!

 E a relação dele com o Gabriel, como foi?

Fausto participou de tudo, desde que ele nasceu. Eu o chamo de “Namorado”. É tipo apelido. Na- morado pra lá, Namorado pra cá, Namo… E o Ga- briel cresceu ouvindo isso.

E também chama o fausto de Namo?

Até os 2 anos de idade, quando saiu esse “Namô”, um dia, bem alto no shopping. Chamei o Fausto, fa- lei: “Ó, é o seguinte: você vai decidir o que você é agora! Reconheço, te excluí, mas você tá mais inclu- so do que sei lá o quê!!!” Já tinha desenvolvido uma história com ele. Aí, chamei o Gabriel e expliquei: “O Fausto é meu namorado e é seu papai. Você pode chamar de Fausto, de papai, de melhor amigo, você escolhe o jeito que quer chamar. Até que um dia, a gente estava passeando, o Gabriel falou: “Fa… Pa- pai…” Aí nunca mais… Virou papai. 

Já teve algum preconceito por ele ser negro?

Já, já tivemos um episódio na escola, de uma outra criança, que foi um aprendizado coletivo… Eu não tinha percebido, mas ele me perguntou um dia qual era a cor dele, eu falei “você é negro, Gabriel”. Ele falou “não, mamãe, essa cor aqui”. “Essa cor é marrom, tipo café com leite”. “E você, mamãe?”. “Eu sou bege, essa cor aqui é mais ou menos bege, mas existe um conceito de raça, que você é negro”.

O que será que ele estava querendo dizer?

Eu disse: ‘Você é um negro lindo, se pergunta- rem um dia qual a sua cor, você fala ‘eu sou um negro lindo’. Sua cor é negro lindo”. Passou. Dali uns 15 dias fui levá-lo na escola, excepcionalmen- te, porque Nossa Senhora manda, eu estava bem doente, mas fui levar, e quando abriu a porta do carro, fiquei olhando. Pô, ele já sozinho, entrando, andando, com a mochilinha nas costas, eu estava emocionada. Aí eu ouvi um menininho à distância falando: “pretinho, pretinho…” 

Será que já estava acontecendo?

Já estava acontecendo, porque fui falar com o menino: “O nome dele é Gabriel”. Ele falou: “Eu sei, eu conheço ele”. Então esse menino já deve ter feito, e o Gabriel veio com essa pergunta por isso. O menino fazia o mesmo com o funcionário da escola que fica na portaria. Quando fui falar com o segurança, ele abaixou a cabeça. E eu falei “levanta a cabeça agora, que eu vou lutar por você e por mim, isso é crime de racismo, só que ele é uma criança, e a gente vai ajudar essa criança aí a entender melhor o mundo”. Eu não fiquei com pena do Gabriel, eu fiquei com pena do menino. Num primeiro momento, ninguém na escola sabia como lidar com a situação, encaminhei do jeito que eu achava que tinha que ser encaminhado. Chamei os pais da criança para conversar.

E aí?

A escola conversou primeiro, aí a mãe me ligou, foram três horas de telefone, bem engrandece- dor, pra mim e pra ela. Como eu creio na huma- nidade, eu acreditei que ela não era uma pessoa racista, era uma pessoa do Sul, onde você cha- ma brigadeiro de negrinho, tem toda uma colo- cação sobre o fato… 

Você pensa em ter mais filhos?

Fisicamente é muito puxado pra mim, não sei se daria conta. Tenho que reconhecer meus limites. Sem contar todas aquelas outras coisas, que todo mundo tem: será que vou ter um filho tão legal quanto o Gabriel? Eu acho que o meio cria mui- to o ser humano, mas o Gabriel é um menino de alma boa. Se essa é uma herança de DNA, nós não sabemos, mas acredito que também tem um DNA bom nele… Não julgo, sou superagradecida, vou fazer o possível para ele ser a criança mais feliz e saudável do planeta, vou dar tudo que pu- der pra ele, do meu caráter, quero que ele seja um homem bom, mas agradeço por ele já ter vindo com um DNA, uma genética da alma, muito boa… Um dia a ciência vai provar que existe a genética da alma. E a dele, é muito boa. & 

Família é tudo?

porra… se isso não é o tudo, o que será o tudo, o todo? a família que eu construí, porque não tenho muito “a família”, minha mãe morreu, meu pai também. a chegada do gabriel resgatou esse conceito de que a família é o primeiro, forte, eterno, o que é meu foco. Chamo de minha minifamília, eu, fausto e gabriel, minha minifamília bem poderosa, a gente está unido, com as nossas desavenças, mas sobretudo se respeitando. Então, para mim é tudo, porque é o que me faz fazer todas as outras coisas. 

A infância passa rápido, o que fazer para aproveitar melhor essa fase?

Mas deixa memórias tão queridas e tão eternas… para mim, todas as fases, até agora, são incríveis. Não tenho a saudade nostálgica, tenho a memória feliz. ah, o bebezinho era fofo, mas agora está tão fofo também…