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Em casa sou mãe e só

Jadde Gomes, mãe de Alícia, trabalha o dia todo fora, mas chegando em casa não dá espaço para preguiça e vira 100% mãe

Redação Pais&Filhos

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Jadde Gomes mãe de Alícia participa da campanha Culpa,Não! O tema do mês de Julho é  “Não preguiça é cansaço”  se você também quiser participar siga a nossa página no Facebook e mande um depoimento sobre o tema do mês para giovanna@revistapaisefilhos.com.br .  

Bom, eu sou mãe de primeira viagem. Quando completei 20 anos, uma semana antes da prova de vestibular que ia fazer, descobri que estava grávida, nesse momento, passou turbilhões de coisas pela minha cabeça, afinal não foi uma gravidez planejada e eu morava,ainda moro, com meus pais.

Mas passado o susto da descoberta, tudo se suavizou mais, e quando descobri que estava à espera de Alícia foi uma alegria e tanto, parecia um sonho se realizando, sempre fui louca pra ter uma filha, na escola brincava que quando fosse ter filhos seria uma menina que seria minha árvore de natal rsrsr. E, quando olhando pelo Face vi este tema, não me pareceu tão apropriado como poderia ser hoje.

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Por ter que trabalhar o dia todo, é natural que em maior parte das vezes eu me sinta culpada pela ausência no dia a dia dela.Minha princesinha está com um ano e 1 mês, quando ela nasceu, eu fazia tudo sozinha, meus pais trabalhavam então era eu e ela,na maternidade não tinha sido diferente, por ser maternidade publica, não foi permitida a entrada de acompanhantes, e as enfermeiras não eram nenhum pouco amigáveis srsr.

Então fui eu quem deu o primeiro banho. Descia e subia da maca mesmo com cesariana durante todos os três dias que fiquei lá,e nisso fui me aperfeiçoando na matéria mãe, e fui desenvolvendo certos cuidados, preocupações , ciúmes…  Era somente eu quem banhava ela, trocava… Mas o período de licença acabou, e então tive que deixá-la com a avó paterna durante o dia, foi então quando veio as culpas, as auto-cobranças, os medos.

Minha menina passa quase que o dia todo com a família paterna dela, e é normal que eu me sinta enciumada, no começo tinha um medo enorme de que minha filha não me amasse, ou que quisesse morar com a avó. E dá parte deles acabou que desenvolveu uma espécie de super-proteção, da qual tem horas que eles não diferenciam o papel deles do meu.

Por várias vezes eu chegava em casa estourando por não ter coragem de dizer que eu sou a mãe da Alícia, que mesmo que ela não passe o dia todo comigo, quero que ela seja educada segundo a minha maneira.

Até que eu comecei a me dar conta que segurar isso só pra mim estava me fazendo mal e deixei claro, que eu sou a mãe, e que por mais que eu seja mãe de primeira viagem, é minha chance de cometer meus erros e acertos, filhos não vem com manual, e meu jeito de criar é diferente do da minha mãe,que é diferente do da minha avó, que é diferente do seu, e assim por diante.

Hoje já me culpo bem menos por ter que trabalhar, sei que no final do dia não irá interferir no meu amor por ela, e nem no dela por mim. A minha maior alegria é voltar pra casa e na hora de pegar ela ver o sorriso mais lindo do mundo, dos momentos e brincadeiras nossa, que por serem tão poucos, são tão preciosos e tão valiosos pra mim.

Quando estou com ela, eu sou a mãe da Alícia, nada de ser Jadde funcionária, mulher ou seja lá o que, eu sou mãe dela, vejo ela correr, troco fraudas ,dou banho, sou dela.