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Crianças precisam de regras

Juliana Pelizzari, mãe de Vitor, sabe que está criando o seu filho para o mundo

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Parece um tema fácil, mas não é, porque toda a mãe passa por esse sentimento um dia. 

Esse sentimento, essa sensação de:

– Será que estou sendo uma boa mãe?

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– Será que não estamos sendo generais, carrascos ou até militaristas demais? 

Um dia desses, fui surpreendida com uma colocação do meu marido, que me fez pensar justamente sobre esse tema.

E fiquei super feliz, porque ele mostrou para mim que ser “firme” a respeito de regras e rotina é o melhor a fazer, sempre.

Foi assim:

Meu filho não gosta muito de tirar o “cochilo da tarde”, porque está crescendo e quer “aproveitar a vida”, e dormir é perda de tempo para ele.

Porém, quando ele não dorme à tarde, começa a pegar fogo, principalmente no final da tarde e início da noite.

Ele é muito comunicativo, gosta e se interessa por tudo, principalmente por coisas que estimula o conhecimento e a participação dele.

Enfim, quando ele não dorme, fica muito agitado, ansioso e parece que nada lhe satisfaz. 

Ele quer esperar o pai chegar à noite do trabalho, para conversar, brincar e interagir com o pai.

Como ele não vai para a escola ainda, acho isso saudável e importante para o meu filho e marido, manter esse contato e interação entre pai e filho. 

Então mantive firme a decisão de colocar o meu filho para dormir um pouco no período da tarde, “mesmo contra a vontade dele”, para a família poder passar o final da noite em paz e harmonia, sem estresse e uma agitação incontrolável do meu filho.

Quando ele for para escola, iniciará outra rotina aqui em casa, pois terá mais atividades, ficará mais cansado e obviamente precisará dormir mais cedo, mas, enquanto isso temos rotinas dentro do nosso ritmo de vida. 

Agora, que meu filho está maior – está com 3 anos e 4 meses -, deixo-o ficar acordado o dia todo aos “finais de semana”. Porém, durante a semana, percebo que ele compensa o cansaço do final de semana, nos cochilos da tarde. 

Cada mãe precisa observar o manual do seu próprio filho, e a partir daí montar regras e rotinas para melhor adaptar a sua família.

Sem prejudicar a “educação e respeito” que deve prevalecer sempre, em qualquer situação.

Precisamos, sim, ter firmeza com os horários de comer, dormir, estudar, lanchar, brincar e, claro, sem perder a paciência, o carinho, amor e bom humor.

 

Porém, a parte mais difícil de ser mãe são as comparações e interferências externas.

Pessoas que vêm dizer que fulano faz assim, beltrano faz assado… 

Conselhos, orientações de como devemos ou podemos fazer com a educação de nossos filhos são bem-vindas, quando não vem como uma acusação de que “não sabemos fazer” ou “fazemos tudo errado”. 

Pessoas que vêm contrariar a nossa “postura e educação”, também geram conflitos, de “será que estamos sendo rudes demais”? 

Mas se a gente for fazer a vontade dos filhos, ou conforme o vizinho ou fulano faz, não estamos sendo nós mesmas.

Precisamos ter regras, padrões, uma rotina diária dentro de casa e mesmo as exceções precisam ser combinadas muito bem, entre “pai e mãe”, dentro de casa e não na rua, quando aparecem os conflitos de “querer” dos filhos. 

De vez em quando passo por uma pressão de “o meu filho dormir fora de casa”.

Eu acredito que esse dia vai chegar, mais cedo ou mais tarde, porém a decisão é dos pais, não da criança ou do adulto. 

Pareço ser chata, mais só quem é mãe sabe como é essa responsabilidade, de deixar o filho (a) dormir fora de casa, passear com parentes sem a supervisão dos pais, passar o dia na casa do amiguinho (a) sem conhecer direito a família do amigo (a), etc. 

Nós mães, precisamos ter em mente quais nossas crenças, nosso modo de cuidar e educar, e ser firme com essas questões, pois se a gente abre mão um dia, uma vez, depois fica difícil controlar a criança, conseguir colocar em prática o “não”. 

Demora um pouco para a criança “entender” a questão do “ocasionalmente”.

Por isso que as crianças precisam de regras claras, rotina, porque é difícil para eles entenderem a questão “exceção”. 

Essa vida de mãe não é fácil, vira e mexe a gente passa por esse conflito interno, de “será que estou sendo uma boa mãe”? 

Não podemos perder de vista nossos valores, e não esquecer que estamos criando filhos para o mundo e não só para ter um filho educado dentro de casa. 

E é maravilhoso quando as pessoas, além de nós pais e mães, amam nossos filhos.

É um sinal de que todo esforço e sacrifício estão tendo resultado.

Amar é educar, e requer disciplina, esforço, persistência e muito amor.