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Criança é igual a videogame: nova fase, novo desafio

Osay Rodrigues, mãe de Maitê, lembra que trabalhar cansa, mas a maternidade também não fica para trás

Redação Pais&Filhos

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Osay Rodrigues mãe de Maitê participa da campanha Culpa,Não! O tema do mês de Julho é  “Não preguiça é cansaço”  se você também quiser participar siga a nossa página no Facebook e mande um depoimento sobre o tema do mês para giovanna@revistapaisefilhos.com.br .  

Outro dia, ouvi de uma senhora que ser mãe é muito fácil, que é só amar muito os seus filhos… Será? Bom, se é só isso mesmo eu posso então afirmar que amar cansa e cansa muito rs.

Quando eu engravidei, eu estava trabalhando em uma empresa em período integral, em um ritmo bem acelerado e eu por muitas vezes me sentia muito cansada por todo estresse e rotina. Depois que a minha filha nasceu, tive certeza que queria mudar, ter uma vida mais tranquila (pura ilusão) e poder curtir um pouco a maternidade.

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O primeiro mês após o nascimento da Maitê foi bem difícil, mas eu, ingênua, achei que a pior parte já havia passado, afinal, eu estava praticamente 100% recuperada de uma cesárea, já tinha aprendido a amamentar, trocar fraldas, dar banho e a minha filha dormia muito bem, obrigada! Já estava tirando onda! (rs). Achei que com o passar dos dias, ou meses, eu ia ter ainda mais tempo para outras atividades.

Resolvi, então, que ia sair do emprego; trabalhar home office como professora conteudista e que para ocupar um pouco mais o meu tempo (afinal, criança dorme muito) me inscrever em uma segunda faculdade, agora de Pedagogia Online, seria uma ótima alternativa para não ficar “parada”. Pensando, é claro, que a vida poderia ser completamente planejada, tudo lindo!

Com o tempo eu descobri, ou melhor, estou descobrindo, que criança é igual à vídeogame, conforme a gente passa de fase, vai ficando ainda mais difícil. A Maitê hoje já não fica mais no berço dormindo por 2h seguidas, como um anjinho enquanto eu faço as tarefas domésticas ou adianto algum trabalho ou estudo, muito pelo contrário, é o tempo inteiro e com uma energia anormal e sem medo algum de nada. Então, o que antes eu fazia em vinte minutos, hoje eu levo várias horas entre começar, parar, recuperar a concentração e parar novamente… Não sei se o que mais estressa é a bagunça generalizada, as pendências de trabalhos ou projetos que quase nunca consigo entregar no prazo ou ainda se é o medo dela se machucar.

Com a minha família toda morando em outra cidade, me divido entre as tarefas domésticas, banco, compras, faculdade, trabalho, blog e maternidade. Por várias vezes só consegui tomar banho à noite, depois que o meu marido chegava do trabalho, e claro, em todos esses momentos ficava contando os segundos para ele chegar para que, enfim, eu tivesse meus 30 minutos de descanso, meu banho demorado sem me preocupar se ela está prestes a colocar os dedos na tomada, engolir uma moeda que acha pela casa ou se atirar do sofá.

Acho que o meu escape tem sido algumas madrugadas que termino passando em claro para tentar colocar algumas coisas em dia e aí, claro, o cansaço vem violentamente e, no dia seguinte não sou eu que a coloco para dormir, porque eu durmo antes dela e o superpai segura a onda.

Às sextas, também tenho a ajuda da Santa Dalva que vem para organizar a casa, e aos fins de semana, pelo menos um dia almoçamos fora. Como é bom não ter que lavar louça nem limpar a cozinha! Engraçado como agora valorizo muito mais estes momentos do que antes.

Eu escolhi tudo isso e não me arrependo de nada, na verdade me sinto muito privilegiada por tudo, por poder ser mãe, por poder escolher neste momento ficar com a minha filha, por poder arriscar em um trabalho home office, mas que não é fácil, às vezes dá vontade de sair correndo, a paciência vai embora, mas aí eu me lembro de uma frase da minha mãe rs:

“Eu vou te jogar pela janela, mas com uma cordinha para te trazer de volta!”