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Convivência familiar

Anna Carolina, mãe de José Paulo, está aprendendo a lidar com o filho e a sua alimentação

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Sou muito criteriosa com a alimentação do meu filho, mas não fico forçando. Acredito que o momento da refeição deve ser prazeroso e tranquilo e, principalmente, precisa ter uma rotina. Como meu filho fica na escola durante a semana, procuro respeitar os mesmos horários no final de semana e isso ajuda muito. Claro que ele já teve fases de não querer comer direito e tem alimentos que não quer comer, mas eu não desisto, continuo oferecendo e comendo esses alimentos perto dele. Um exemplo foi o leite de soja. Meu filho tem alergia à proteína do leite de vaca. Eu ainda o amamento e retirava o leite, que ia para o berçário, mas depois de um ano e meio nessa rotina, meu leite foi diminuindo e não dava mais para saciá-lo. Comecei introduzindo o suco com soja e, depois de algumas semanas, comecei a bater o leite de soja com frutas e ele aceitou muito bem. Hoje, toma até o leite de soja puro e no café da manhã!

Compartilhamos a vitamina e eu sempre fui falando: “olha só, a mamãe também toma”. Acho que o exemplo conta muito lá em casa, comemos muitas frutas, legumes, verduras e não compramos baboseiras. Ele adora frutas, tanto que faço questão de dar as frutas inteiras e com casca, assim ele saberá até nomeá-las. Agora que começou a falar, pede pelo nome, também levo sempre ao mercado para que conheça e escolha as frutas comigo. Quanto à introdução das verduras e legumes, misturo muitas coisas nos pratos: coloco beterraba no feijão, que fica vermelho e super bonito, cozinho arroz com a água que cozinhei o brócolis, faço bolo com quinoa e cenoura. Acho que outro ponto que também ajuda muito é o hábito de comer na mesa: o pediatra recomendou que, mesmo ele fazendo praticamente todas as refeições na escola, deveríamos convidá-lo para ficar na mesa conosco, para marcar que ali é o momento de convivência familiar. Também deu muito certo. José Paulo já sobe sozinho na cadeira e nos acompanha nas refeições. Criar esse momento de convivência torna mais fácil o hábito da alimentação. O que fazemos quando ele se recusa a comer? Não forçamos, mas também não substituímos a refeição por outras coisas ou sucos, respeitamos e, sabe que depois, ele mesmo pede?

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