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Conheça Gustavo Gomes da Silva, de 10 anos, que tem a melhor mensagem aos intolerantes

O menino mostrou em entrevista que o mais importante é aprendermos a viver juntos, sempre colaborando e respeitando uns aos outros

Redação Pais&Filhos

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Não é segredo para ninguém que o Brasil vive um momento de intolerância e polarização da sociedade, seja no campo social, política ou religioso. Para combater isso, o que resta? A educação, sempre.

O menino Gustavo Gomes da Silva tem apenas 10 anos, é negro, mas certamente tem mais noção do que é igualdade do que muita gente que você conhece. Quer uma prova? Eis o que ele respondeu sobre o incentivo à cultura africana nas escolas.

“Eu já conhecia algumas outras histórias africanas. Eu acho que é muito bom, gosto muito das histórias africanas, gosto de ouvir, contas, às vezes até de fazer. Se eu sou mesmo afrodescendente, esse afrodescendente gosta de contar, de fazer história, porque mesmo que não apareça a moral, como nas fábulas, (elas) têm uma moral ali escondida que você toma (para si). Você aprende a ser humilde, a ser forte, aprende a respeitar os outros, assim como a gente deve ser”.

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E não foi só. Para Gustavo, ler sobre a cultura africana desde cedo ajuda não só aos afrodescendentes, mas a todos os estudantes. A resposta dele sobre o racismo e a intolerância é a melhor!

“Acho que aprendem a respeitar, aprendem que ninguém pode viver sozinho, viver isolado. Todo mundo tem que estar em conjunto, em uma equipe bem grande, para a gente combater o preconceito, a fome, combater praticamente tudo. Sempre se cria um debate, sempre vai haver alguém que é racista, que vai ter uma opinião diferente, por isso que eu gosto de sempre aprender alguma coisa, não para debater com ela, mas mostrar como que é ser negro, mudar o ponto de vista da pessoa como você se vê. Você saber pedir, saber respeitar não é ser fraco. Ser fraco é você não pedir, não respeitar, não ajudar para não parecer fraco. Isso é ser fraco.

Nunca é bom ser arrogante com as pessoas, nunca é bom tentar debater com a pessoa para deixar ela no chão, você tem que fazer a pessoa ver o seu ponto de vista. Isso vai mostrar para a pessoa que ‘você é negro, você é isso, você é aquilo’, não. Sou negro, mas eu tenho dois olhos, dois braços, duas pernas, dois rins, um pâncreas, um fígado, tudo o que você tem. O que muda é a cor da pele e a personalidade, porque o caráter é a única coisa que em quase nada pode mudar”.