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Comer, que é bom… Nada!

Michelle Mariotto, mãe de João, faz de tudo para conseguir uma colherada

Redação Pais&Filhos

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A foto aí de cima diz muita coisa, né? Talvez nem precisasse do texto, mas vamos lá. 

Na minha última participação aqui no “Culpa, Não!”, eu dizia o quanto estava cansada desde o início da introdução alimentar do meu bebê. E finalizei o texto da seguinte maneira: “Aguardando as cenas dos próximos capítulos. Só que nem um pouco ansiosa… rs”.

 Pois bem, como parece que o “Culpa, Não!” tem alguém infiltrado aqui em casa para definir o tema do mês (rsrs… Impressionante como temos sempre os mesmos problemas, não?), aqui vai o desenrolar dessa novela, desde o primeiro capítulo.

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Com o maior orgulho do mundo, consegui amamentar o João exclusivamente com leite materno até o sexto mês. Na véspera de completar essa idade – e faltando cinco dias para a consulta com o pediatra – comecei a oferecer frutas a ele, que as aceitou super bem. Mamão, banana, maçã e laranja lima foram encaradas com uma pontinha de estranhamento inicial, mas sem maiores intercorrências. Então, chegou a consulta. O pediatra orientou a manter uma fruta pela manhã, começar com a papinha salgada naquele mesmo dia e, após duas semanas, oferecer as frutas também à tarde e depois o jantar, gradativamente.

Lá fui eu preparar a primeira papinha, que foi provada lindamente de boquinha escancarada e pedindo mais! Bom demais para ser verdade? Sim! Desde então, ele não mais aceitou as frutas e, pior, abandonou a chupeta – que era seu calmante! – e passou a dormir apenas mamando. No dia seguinte, ainda aceitou bem o almoço. E só.

A partir do terceiro dia, ele pegou horror da colher. Não mais aceitou frutas, nem papinha, nem nada. Tentei as mais diversas receitas, com os mais variados ingredientes, desde os mais simples até os mais exóticos.

Hoje, o João está a pouco mais de uma semana de completar nove meses. Só de pensar na hora das refeições, me estresso. Há ocasiões em que passo mais de uma hora tentando ensiná-lo / convencê-lo / forçá-lo a comer e tudo o que consigo são, ao todo, umas três colheradas. Isso usando os truques mais sórdidos, porque ele simplesmente trava os lábios quando vê a colher. Ri e chora de boca fechada para não correr o risco de receber uma colherada voadora na boquinha. O mais intrigante é que o que chega até a boca é mastigado e engolido com a maior naturalidade.

Simplesmente não sei mais o que fazer a respeito. Ele mama que é uma lindeza, apenas leite materno. Aceita muito bem a água – no copinho, porque a mamadeira, aos seus olhos, é mais um objeto de tortura. Mas comer, que é bom…

Tivemos um pequeno progresso recentemente. Ele come abacate como se fosse um manjar dos Deuses. Escancara a boquinha e pede mais. Mas só o abacate!