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Carreira de mãe

Renata, mãe de Ana Clara e Felipe, tenta orientá-los para que sigam o caminho correto

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Era dezembro e eu estava entre o quinto e sexto mês de gestação da minha primeira filha, Ana Clara, que hoje tem 4 anos, quando fui mandada embora da empresa na qual trabalhava. Era uma multinacional americana, que passava por dificuldades durante aquela crise em 2008. Perdi o rumo… Como assim? Não podem me mandar embora grávida!! Consultei um advogado trabalhista que analisou a situação e me disse que estavam fazendo muito além do que a lei previa e que assim eu poderia “curtir”  mais o último semestre da gravidez e também preparar tudo com mais tranquilidade pra chegada de minha filha. 

E foi assim, sempre cuidei dela sozinha e de muito perto. Confesso que era bastante centralizadora e não aceitava ajuda de quase ninguém. Quando ela estava perto de um ano, voltei a procurar emprego e o simples fato de fazer uma entrevista já era um sofrimento, não conseguia deixá-la.  Começamos a pensar então no segundo filho. Em 2011, nasceu o Felipe e tive que ser (bem) menos centralizadora e aceitar e pedir ajuda. 

Costumo falar que não foi exatamente minha opção parar de trabalhar, mas não imagino as coisas de outra forma. Não sei terceirizar a criação dos meus filhos, de maneira nenhuma. Respeito e entendo quem não tem outra opção ou talvez até a oportunidade de estar presente de forma mais intensa na vida dos pequenos. Tenho algumas amigas que se culpam muito por julgarem ser muito ausentes do dia a dia das crianças e sonham em dar um tempo em tudo para estar mais presente. Mas isso é minoria, o que mais ouvi em todos esses anos foram coisas do tipo: “Como você aguenta essa vida? Só cuidar das crianças, que loucura!? Os filhos admiram a mãe que sai todo dia pra trabalhar”, e por aí vai! Muitas vezes dei algumas respostas atravessadas para depois vir chorar em casa sozinha. Sempre tive apoio de minha família e principalmente do meu marido, que diz que me admira pela minha “carreira de mãe”. Acredito que isso poderá fazer a diferença no futuro das crianças. Tento passar alguns conceitos que sempre foram muito fortes para mim, como o de uma estrutura familiar sólida e amor e respeito ao próximo. Espero estar fazendo o correto para meus filhos e peço a Deus que me oriente para ajudá-los a seguir sempre pelo caminho do bem e serem pessoas do bem e felizes.

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