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Cadê o manual para educar?

Rita, mãe de Gabriel, não se arrepende de ficar em casa, mas sente falta do contato com as pessoas

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Sou casada e planejamos o nosso filho Gabriel que hoje está com 5 anos. Eu sou graduada em administração e trabalhava em Departamento Financeiro. Foi de comum acordo que eu ficasse em casa após o nascimento. Nunca tive arrependimento de ter aberto mão da minha carreira, mas sinto falta do contato com as pessoas. Em relação ao tema “mães que não trabalham também sentem culpa”: tenho sim. Porque sempre tenho neuras de que não sou o suficiente, que muitas vezes me deparo fazendo muitas cobranças ou afrouxando demais na educação. Quando não tiro o momento planejado de sentar, brincar ou ler à noite (que adoramos), fico pensando: “poxa, poderia ter me esforçado mais”. Ter estimulado a sua fala (ele demorou a falar e hoje engole algumas letras e frequenta consultas com a fonoaudióloga), já que desde pequeno, quando apontava o dedo, eu logo entregava.

Amamentei até 2 anos e 5 meses e vejo que ele sentiu falta porque não continuei mais um pouco. Sim, me sinto falha e me culpo muitas vezes.  Hoje, ter filho não é o problema, até por que tive uma gravidez maravilhosa e curti cada momento, cada transformação em meu corpo, mas educar, nossa! É um dilema, cadê o manual? Socorro!

Esperamos muito deles e fazemos muitas expectativas, nem sempre é como esperávamos. Como lidar com essa culpa? Isso porque ele tem 5 anos… Conforme vai crescendo, me esforço o máximo para ser amiga, além de mãe, criar essa comunicação fácil entre nós, pois me assusta esse mundo aí fora.

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