Notícias

Atenção pais: Não gostar da própria aparência durante a infância pode causar distúrbios alimentares

Um estudo publicado no periódico científico British Journal of Psychiatry mostra qual é a relação. Entenda

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

shutterstock_233851804

É muito importante lidar com questões como peso e autoestima com as crianças desde pequenas. Se seu filho já apresenta descontentamento com o corpo durante a infância, isso pode refletir na adolescência, levando ao desenvolvimento de distúrbios alimentares. Foi o que sugeriu um estudo publicado no periódico científico British Journal of Psychiatry.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade College London, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e é o primeiro que revela como a preocupação ex excesso com o corpo pode ter consequências deste tipo.

Anúncio

FECHAR

Aos 8 anos de idade, a preocupação com a aparência já pode influenciar. Os pesquisadores acompanharam 6.000 crianças até os 14 anos de idade. Os resultados mostraram que, aos 8, 5% das meninas e 3% dos meninos estavam insatisfeitos com a aparência de seu corpo. Mas, aos 14 anos, o número aumentou para 32% nas meninas e 16% nos meninos.

Nesta mesma idade, 38,8% das meninas e 12,2% dos meninos tinham comportamentos relacionados a distúrbios alimentares, como dietas exageradas, tomar laxantes ou comer compulsivamente. Uma diferença significativa entre os meninos e as meninas estudadas é que as meninas que tinham baixa autoestima aos 8 anos tinham risco de desenvolver distúrbios alimentares na adolescência, mesmo se não estivessem acima do peso. Já os meninos, apenas os que apresentavam sobrepeso ou eram obesos faziam dieta ou comiam exageradamente na mesma fase.

A principal autora do estudo, Nadia Micali, pesquisadora da Universidade College London, se demonstrou surpresa com o resultado: “Quando comecei o estudo, eu não pensava que tantos meninos e meninas estariam infelizes em relação a seus corpos tão cedo. Minha impressão é que eles estão crescendo cada vez mais rápido. Eles são mais maduros e enfrentam problemas com os quais não deveriam ter que se preocupar tão cedo”, afirmou.