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Aprendi a comer frutas com ele

Tatiana, mãe do Felipe, tem uma má alimentação, mas conseguiu fazer com que o filho fosse diferente

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Quando pequena, dei muito trabalho para meus pais na parte da alimentação.

Como não comia, meus pais, no desespero, passaram a permitir que eu comesse outras coisas no lugar do almoço e jantar.

Depois dessa fase, passei pela recusa dos legumes e vegetais e meus pais, por falta de tempo e por não comerem com frequência esses tipos de alimentos, não colocavam à mesa e muito menos insistiam para que eles fossem incluídos na minha alimentação… Resultado: até hoje, não como legumes e vegetais, sendo minha preferência por massas e carnes.

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Jamais os julgarei por isso, mas passei pelo mesmo com meu filho.

O Felipe comia super bem quando neném, mas com mais ou menos 1 ano e 4 meses, simplesmente parou de comer. Foi desesperadora essa fase, que durou 1 ano.

Com o incentivo da pediatra, me mantive firme e todos os dias eu colocava o prato com arroz, feijão, carne e 2 legumes na frente dele, que em muitos dias saia intacto de lá. 

Passei muito nervoso, mas não substituía: o que nos salvou foi a aceitação de frutas, que sempre foi excelente!

Eu pensava que estava passando por isso pelo trabalho que tinha dado aos meus pais e me ver na mesma situação foi terrível, porque hoje eu sei a falta que me faz uma alimentação saudável. Apesar de bem magra, tenho o colesterol no limite e preciso controlá-lo, o que é bem difícil por causa dos hábitos que tenho.

Mas saber que meus pais erraram um dia me deu fôlego para seguir e com apoio do meu marido, seguimos com a ideia que “morrer” de fome não iria, pois a comida estava ali.

Comecei a ler muito sobre o assunto, consegui me acalmar e manter em mente que a comida estava ali e uma hora ele iria aceitar.

Depois de um tempo, ele voltou a comer arroz, então eu caprichava no arroz no prato. Depois, voltou a comer beterraba, depois cenoura e, como num passe de mágica, voltou a comer e come muito bem até hoje.

Aos poucos tentei novos alimentos por causa da baixa taxa de ferro em alguns momentos, ele adora coração de frango e feijão feito junto com a beterraba, fica cor-de-rosa!

Ele não questiona o fato de não ver os legumes no meu prato, mas como sempre foi assim, acho que se acostumou. Mas “aprendi” a comer frutas com ele, e hoje me sinto melhor.

O fato é que consegui vencer essa etapa, ainda sinto culpa quando insisto para que coma o brócolis, sendo que no meu prato não tem nenhum, que moral eu tenho para tanta insistência? Mas ao mesmo tempo, tenho orgulho de conseguir tornar o paladar dele bem diferente do meu, consegui incorporar a fruta na alimentação e também porque ele diz que não quer brócolis porque a amiga da escola não come e não por sentir falta diso no meu prato.

E assim convivo entre a culpa e o orgulho, por conseguir fazer que com o meu filho seja diferente!