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“Além de ter uma filha, sinto que sou mãe”

Priscila Fiorini, mãe de Ana Laura, decidiu buscar uma carreira mais flexível

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Comecei a trabalhar com 13 anos de idade. Fazia bicos de todo o tipo pra ter meu próprio dinheiro – entregava panfletos, cuidava de crianças… 

Sempre fui muito planejada, determinada e muito focada na carreira. Esse meu foco e muito esforço permitiu que eu construísse uma carreira de sucesso. 

Ficava no trabalho até 8, 9 horas da noite. Viajava quase toda semana, consegui posições importantes na indústria automotiva. 

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Nunca imaginaria que minha vida, e principalmente minha cabeça mudaria tanto depois que tivesse minha filha. 

De repente, nada mais fazia sentido. Ficar até tarde no trabalho me trazia um sofrimento muito grande. Viagens para outras cidades ou países, que antes eu buscava e adorava, agora delas eu fugia. 

Percebi que não conseguiria ser a mãe que gostaria e que minha filha precisava, mantendo minha vida de antes. E um episódio de doença na minha família me fez ver que temos que viver o agora, e parar de buscar juntar tanto dinheiro para viver no futuro. 

Saí de meu trabalho há 20 dias. Hoje minha vida é muito mais simples. Não tenho mais o salário e os benefícios de uma executiva da indústria, mas consigo mostrar as flores do meu bairro pra minha filha, consigo almoçar e jantar com ela. Brincamos juntas e estou mais presente para educá-la, para passar meus valores para ela. 

Hoje além de ter uma filha, sinto que sou uma mãe. 

Mas não consigo deixar de ser uma mulher planejada… Não desisti de trabalhar, não desisti da minha carreira. Apenas decidi dar um tempo e um novo direcionamento para ela, buscar uma função mais flexível e adaptada para a mãe que sou, e para o exemplo que quero ser para a minha filha.