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Rebeca, mãe de Mallu, cortou certas despesas; mas nada paga estar diariamente com a filha

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Assim que acabou minha licença-maternidade, voltei ao trabalho, no qual só fiquei por mais um mês e pedi demissão. Nesse mês que fiquei trabalhando, minha filha teve uma infecção urinária, febre durante 3 dias, perdeu peso, além de ficar extremamente carente. 

Eu não tinha coragem de deixá-la em uma creche, então virou um revezamento entre minha mãe, minha sogra e meu marido cuidando dela, cada um no dia que dava pois todos trabalhavam.

Imagina a total falta de rotina que minha pequena estava? Vendo aquela situação, eu e meu marido decidimos que eu iria ficar em casa pelo menos até ela completar dois anos. Não falamos com ninguém sobre nossa decisão, só depois que já havia pedido aviso prévio é que avisei, pois como esperado, veio uma chuva de críticas, do tipo: “você é maluca, vai deixar um emprego fixo com todos os benefícios?” algo que até mexeu um pouco comigo, mas já estava feito.
 
Nas primeiras semanas em casa, pude começar a sentir o prazer de poder cuidar integralmente da minha filha, dar almoço, brincar, passear na praça e logo vi que todos aqueles probleminhas que ela teve quando voltei a trabalhar foram embora. 

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Claro que também logo nos primeiro mês já senti um pouco de falta da rotina de trabalhar fora e o aperto de estar sem salário (pela primeira vez em 10 anos). Obviamente, algumas coisas mudaram, outras precisaram ser cortadas e é só por isso que ainda sinto uma pequena culpa, por não poder dar certas coisas materiais a minha filha que eu adoraria comprar, mas eu sei que nada paga poder estar diariamente com minha filha, vendo-a crescer e ajudando a formar o seu caráter.