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A melhor das escolas

Nathalia Pompêo, mãe de Maria Clara, teve que optar pela escolinha, mas aí veio a dúvida: Qual escolinha?

Redação Pais&Filhos

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Nathalia Pompêo mãe de Maria Clara  participa da campanha Culpa,Não! O tema do mês de Maio é  “Culpa por deixar a criança na creche”  se você também quiser participar siga a nossa página no Facebook e mande um depoimento sobre o tema do mês para giovanna@revistapaisefilhos.com.br .  

Quando engravidei estava esperando para ser chamada pra um cargo público que seria o “dos sonhos” de qualquer mulher, boa remuneração, e possibilidade de controlar os próprios horários. Assim que a Maria Clara nasceu, confesso que mesmo com todas estas vantagens, rezei para que demorasse até ela completar pelo menos 1 aninho. Porém, quando ela fez 3 meses, fui chamada. Mistura de alegria e tristeza. Aquele ser tão pequenino, mamava em mim no momento em que eu estava com o Diário Oficial na mão, e com a tão aguardada nomeação.

Terminei a minha licença maternidade de um cargo público anterior, e quando ela completou 5 meses demos ínicio à adaptação. Foi uma semana estranha, fiquei com meu coração apertadinho e sei que ela também. Não me deixavam entrar na sala, eu sei que ela devia estar chorando. Não pegava mamadeira e nem chupeta, e  até hj não pega, e sei que isso dificultou.

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Ficou por 3 meses nessa escolinha, era uma das consideradas mais TOPS da cidade de São Bernardo, onde moramos, mas eu sentia que era muito impessoal. Eu não tinha o acesso que sempre sonhei ter nesse tipo de ambiente. Sempre quis poder chegar sem marcar, e ter acesso à sala que minha bebê estava, vê-la com os amiguinhos, saber como era o relacionamento dela com as tias/professoras, enfim.

Cheguei a fazer adaptação em uma outra escola, mas foi traumático.Deixavam ela o tempo todo num bebê conforto e eu via pelo vidro ela chorar. Aguentei 2 dias somente assim, e mudamos de novo…

Decidido a nova mudança, e coloquei ela numa escola menor, mas bem indicada. A adaptação foi um sonho, fiquei 1 semana com ela na sala, mostrando para ela que eu aprovava aquele lugar, aquelas pessoas, e que estava tudo bem dela ficar ali. É uma escola na qual são 2 crianças por berçarista e tudo é bem mais pessoal. Posso chegar de surpresa, entrar e pegá-la diretamente na sala. Uma relação de extrema confiança. Minha filha bate palmas quando paro o carro na frente da porta. Minha filha pula pro colo das tias e nem quer vir embora. Adora quando eu cito o nome de alguém da escolinha.Abre seu mais lindo sorriso. Eles registram as fotos do dia a dia e mandam pros pais,ela está cada dia mais esperta, e eu tranquila.

Todas as vezes que tive culpa conversei com a pedagoga que meio que é minha psicológa nesses momentos de mãe coruja total, porque mesmo ela ficando somente algumas horas do dia, eu sinto saudades e falta dela…eu a quero pertinho de mim, mas também me sinto feliz em ser uma mulher produtiva.

É acertada a decisão, posso trabalhar e proporcionar tudo o quê quero pra ela, e ela é uma criança feliz, sociável e evolui a cada dia. Somos felizes por ter a escolinha como ponto de apoio.