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A economia da licença-maternidade

Pesquisa realizada por economistas demonstra como o aumento do tempo das mães fora do trabalho não é positivo

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A gente sabe: mãe sempre sente culpa – seja por trabalhar e deixar os filhos em casa, ou  por ficar em casa e não trabalhar. Pela Lei, no Brasil, a mulher tem direito à licença-maternidade entre 4 e 6 meses, dependendo da empresa e de sua vontade. Algumas mães não conseguem (seja lá por qual motivo) e estendem esse direito de ficar afastada do trabalho. Apesar de parecer o melhor para os filhos, uma pesquisa realizada por economistas dos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega, sugere que essa pode não ser uma alternativa eficaz, ao apontar que o aumento do benefício não traz vantagens para a criança, para economia e nem para o mercado de trabalho.

Claro, estamos de falando de um ponto de vista econômico, e tudo depende de como cada um encara este momento. Além disso, a pesquisa é focada na Noruega, onde o benefício concedido é de 35 semanas com 100% da renda paga a garantia de voltar para o mesmo emprego, ou para um similar, após o fim do afastamento remunerado.

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O impacto da licença

Os autores da pesquisa das universidades da Califórnia, Bergen, Oslo e Univesity College London investigaram o impacto real de mudanças relacionadas ao aumento da duração da licença.

A primeira conclusão a que eles chegaram é que as expansões na duração da licença-maternidade na Noruega tinham pouco efeito sobre os resultados escolares das crianças, ou os salários dos pais. “Nós também não encontramos evidências de mudanças sistemáticas nos ganhos de participação dos pais no mercado de trabalho, a curto ou longo prazo”, informa a pesquisa. Para autores, os resultados da pesquisa colocam em cheque a ideia de que um maior período de tempo para ficar com os bebês aumenta o engajamento das mães na volta ao trabalho.

Informações da revista Exame