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A culpa que mudou duas vidas

Bruna mudou de ideia, largou o tranalho e tirou seu bebê creche.

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Bom, eu era a típica mulher que batalhou muito para ter uma carreira, cheguei ao cargo que desejava em uma multinacional e contribuía com 50% da renda da casa. Para isso adiei a maternidade até os 30 anos que foi quando o Pedro nasceu. 

Como era de esperar trabalhei até o último dia da gravidez. Tirei a licença maternidade e nem cogitava a hipótese de largar meu trabalho. 

O tempo foi passando, visitar escolinhas era uma tortura, matricular meu bebe de 5 meses foi de partir o coração. Mas mesmo assim retornei ao trabalho e ele foi para a escolinha. 

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A culpa me consumia, ainda mais quando meu bebe adoeceu (virose de escolinha). Eu que não tinha mãe ou sogra por perto me vi mandando meu filho de 5 meses com 38 de febre pra escola, onde permanecia por 11 horas. 

Conversei muito com meu marido e decidimos. Voltei ao trabalho no dia seguinte apenas para pedir demissão e não cumprir nem mesmo o aviso prévio. Desde então sou mãe em tempo integral. Isso eliminou a culpa de deixa-lo na escola. 

Mas a principio tive que lidar com a culpa de abandonar a carreira, lidar com os questionamentos e as previsões terríveis que faziam para minha vida, de que meu marido me deixaria, que eu não teria futuro etc. Eu realmente ainda não sei como será para mim quando meus filhos forem adultos e consequentemente eu não tiver mais a carreira que construí, mas a verdade é que hoje somos felizes. 

Agora o Pedro já tem 2 anos e meio e aprendi a amar minha nova vida de mãe e dona de casa. Desejo outros filhos e os criarei como fiz com o Pedro, com a mamãe do lado o tempo todo. Claro que sempre bate incerteza, ainda mais que ele não vai a escola, não tem atividades e rotinas programadas, meu maior medo sempre é não estar fazendo o melhor para ele. Mas vê-lo feliz e tranquilo é o que me faz seguir.  

Pois é, a culpa fez com que eu mudasse completamente a minha vida e da minha família. Nós nos reestruturamos e arrisco dizer que somos mais felizes assim, inclusive no casamento… tudo por “culpa da culpa”, que nesse caso nos fez muito bem, sim!