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A casa é sua

Para apontar detalhes bacanas dos ambientes infantis da Casa Cor, convidamos a blogueira Renata Calazans, do Just Real Moms

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Olhar de mãe é olhar de mãe… Por isso, convidamos Renata Calazans, do blog just real moms,  para ir conosco visitar os ambientes infantis da Casa Cor. Renata trabalhou por 10 anos em uma agência de publicidade, mas, depois que teve os gêmeos José e Maria Antonia, há 3 anos, resolveu mudar o rumo profissional. Com Juliana Freire, uma amiga também às voltas com a maternidade, criou então o blog com a proposta de trocar experiências com outras mães recentes e grávidas. Entre textos que falam de fraldas, papinhas e beleza, a seção de decoração é uma das mais cheias de charme, com dicas pra organizar os ambientes pensando tanto na estética como na praticidade. Com estas credenciais, ela avaliou as ideias dos arquitetos pensando na vida real que a gente leva em casa. As fotos são dos detalhes de que ela mais gostou, e as legendas, seus comentários.

Espaço da Menina
O espaço de 37 m² e estilo contemporâneo tem um grande arco, na forma da cabeça da Hello Kitty, a famosa gatinha que está fazendo 40 anos, e serve de passagem entre a antessala e uma sala maior. A primeira é o espaço para reunir amigos. A segunda tem uma bancada vermelha para ler e estudar, uma estante que ocupa toda a parede, uma chaise charmosa e uma penteadeira. Tudo bem recheado de objetos, acessórios e cosméticos da personagem. No chão, pisos macios, térmicos e fáceis de limpar (ótima notícia!). Tudo composto pelas cores vermelha, preta e branca.

Andrea Pontes, arquiteta, filha de Ana Maria e Antonio Carlos

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O ambiente
“Eu pensei em um espaço para meninas de cerca de 12 anos. Os espelhados foram escolhidos para dar uma sofisticada.”

Inspiração
“Me inspirei em uma loja da Hello Kitty de Tóquio, Japão, onde a marca é muito forte. Lá tem uma porta no formato da cabeça da gatinha, e daí tive a ideia de fazer algo parecido. Alguns itens, como a lousa, que não encontrei no Brasil, vieram dos EUA.”

A família vai amar
“A mesa vermelha fixada junto aos nichos da parede. A cor é viva e dá pra aproveitar o espaço com várias coisas.”

Brinquedoteca Batman
Este ambiente é totalmente inspirado   na caverna do Batman. Dá até vontade se transformar no herói, vestindo uma das muitas fantasias disponíveis no cantinho. A arquiteta Maitê contou que até já teve pai querendo ver se cabia nas roupas. Tem explicação: o Batman que ela usou para criar o ambiente – tudo aprovado pela Warner – é dos anos 60. O clima de caverna vem da mistura de um lado rústico dos papéis de parede de tijolo com outro mais tecnológico, trazido tanto pelo piso metálico como pelo painel de aço cheio de desenhos de morcegos, feito pelo pai da arquiteta. E sabe o que tem atrás do painel? Ele mesmo, o Batmóvel, um dos quatro únicos originais do mundo.

Maitê Maiani, arquiteta que criou as brinquedotecas, filha de João Roberto e Cleuzani
 
O ambiente
“Eu queria criar um ambiente lúdico em que a criança entrasse no universo dos personagens. O desafio foi adequar minha criação com os próprios padrões utilizados pela Warner.”
Inspiração
“Eu parti do princípio de que quase nunca vejo uma brinquedoteca com tema de personagem. Aqui a criança pode ter isso e brincar.”
A família vai amar
“Sem dúvida, o Batmóvel. Os pais ficam nostálgicos em volta dele e as crianças acham que o Batman realmente está ali.”

Brinquedoteca Mulher Maravilha
Ela também é da Liga da Justiça. Seguindo os padrões de cores da Warner, a Mulher Maravilha aparece em tons de dourado, vermelho, azul e um pouco de amarelo. Na visão de Maitê Maiani, que também projetou este ambiente, a heroína tem um lado de força e outro de feminilidade. Foi isso que ela buscou explorar no ambiente, em que há cantinhos para bagunçar, mas também espaço para fazer atividades delicadas. Exemplo disso é o contraste entre o conjunto de cordas penduradas do teto com almofadas no chão (tudo cenográfico!) e a penteadeira com maquiagens ou a mesinha com xícaras de chá.

No banheiro, o box tem a figura aplicada da Mulher Maravilha em ação, segurando seu famoso laço, ao lado de uma banheira retrô. Tem um detalhe na disposição dos móveis pelo ambiente: todos estão um pouco desalinhados entre si, como se o quarto tivesse girado. Isso representa o movimento de transformação da personagem. A escolha do papel de parede também tem uma razão: parecem estilhaços causados pela força da personagem. Em cada um dos extremos da brinquedoteca, outras diversões: pequenas mesinhas de pintura e um closet com fantasias, ambos abertos ao público – onde dá para brincar de verdade.

Maitê Maiani, arquiteta que criou as brinquedotecas, filha de João Roberto e Cleuzani

O ambiente
“Tudo foi pensado com essa brincadeira de força e ao mesmo tempo feminilidade e romantismo. É para uma menina não muito ligada em casinha de boneca, nem moleca demais. Dá pra colocar a mão na massa, amarrar fitas, pintar, mas também brincar com o bule delicado, por exemplo. Fiz o ambiente todo voltado pra que elas se sentissem nessa transformação.”

Inspiração
“Tive vontade de fazer algo diferente. Não conhecia nada parecido com isso para brincar.”

A família vai amar
“As cordas e a fantasia. Além da poltrona Egg, que mistura elementos infantis com design.”

Quarto do bebê
Quem disse que quarto de bebê tem que ter frufru, colorido e bichinhos? A sugestão de Raquel é justamente o contrário: tudo discreto. Tons acinzentados, painel de madeira branco e detalhes em lilás. Até o tricô do berço é prático. O que dá o visual moderno é a mistura de tudo.
Embora as luzes marquem a atmosfera no ambiente todo, o foco de atenção vai para o teto logo acima do berço, onde 80 fios de LED espalhados formam uma constelação que pisca. Este e o painel de LED com bolhas iluminadas separando o quarto do minibanheiro são as únicas “extravagâncias”: Raquel garante que o quarto que fez é bem acessível: os móveis que não são caros, os brinquedos tradicionais e um carrinho com itens de limpeza e amamentação é adaptado dos usados. Um detalhe: os livros colocados ali foram das filhas de Raquel, Mylene e Adely, de 11 e 13 anos, quando pequenas (veja no detalhe da foto na página ao lado).

Raquel Kabbani, arquiteta, mãe de Mylene e Adely

O ambiente
“O DNA dele é contemporâneo e moderno, com mobília repaginada e tom lilás agradável. Nada é muito ousado, o que vale é a criatividade. O forte são as diferentes texturas e a iluminação, que criam aconchego. Dá pra fazer uma gracinha com objetos comuns.”

Inspiração
“A terceira filha que eu queria ter, que com certeza se chamaria Amanda. Ser mãe de duas também ajudou muito.”

A família vai amar
“O berço laqueado, as luzes LED que piscam e a área de banho são bacanas. As pessoas têm gostado muito.”

Fraldário
Quando os filhos de Roberta eram pequenos, ela vivenciava o mesmo problema que muitas mães enfrentam também: fraldário lotado, colchão do trocador muito fino e bebê incomodado. Lembrando disso, criou um ambiente que fugisse do habitual: um lugar sóbrio, em tons de bege-claro e azul-claro, pra que quando o bebê deitasse, em um colchão bem confortável, tivesse uma sensação bem acolhedora.
No teto, Roberta colocou um imponente lustre Baccarat do século 19. Embora de infantil ele não tenha nada, dá uma iluminação muito especial e gostosa quando a mãe se senta em uma das poltronas disponíveis para amamentar, o que faz toda a diferença. Na parede, um papel com desenhos bem discretos.

Roberta Rocino, arquiteta, mãe de Fabrízio e Sophia

O ambiente
“A ideia é transmitir paz e tranquilidade tanto para a mãe quanto para o bebê. Nada é colorido: tudo leva cores mais suaves e sóbrias, como bege e azul-claro.”

Inspiração
“Sempre é difícil trocar a criança, que é agitada. Além dos espaços estreitos, eu tinha dificuldade de deitar meu primeiro filho no trocador.”

A família vai amar
“O lustre, que todo mundo ama, e as poltronas do lado esquerdo, que dão um ar de lounge.”

Quarto do Menino
Embora o foco do ambiente de 36 m² seja o esporte, ele é clean e calmo, todo em verde-claro. A ideia é ter um espaço facilmente adaptável com o crescimento do filho. Em uma das paredes, tem um organizador de brinquedos, coberto por um material que parece madeira, mas é PVC. Bolas, prancha de surf e skate ficam presos a uma rede de crochê. Se a TV fica ou não, é você quem escolhe: neste ambiente, ela é retrátil e se esconde dentro do móvel. Pra botar a mão na massa, a arquiteta criou uma lousa feita de garrafa pet. A brincadeira toda é acompanhada por música praiana. De onde vem o som? Da lâmpada na cabeceira!

Denise Monteiro, mãe de Marcelo, Rodrigo e Lívia

O ambiente
“É despojado e tenta tirar o foco da tecnologia para a criança brincar. Nada de excessos: só alguns objetos e cor verde, que acalma e ao mesmo tempo alegra o ambiente.”

Inspiração
“Pensei o ambiente como se fosse para o Matheus, meu neto. Há coisas emprestadas dele aqui. Ele adora esporte e ficou enlouquecido com o quarto. Quer dormir na exposição!”

A família vai amar
“O painel do banheiro e ter lugar certo para todos os itens esportivos. Os arranjos são uma boa amostra de como dá para pensar a organização de uma casa. ”