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3 em cada 10 crianças com menos de dois anos tomam refrigerante e sucos artificiais

Os dados da pesquisa do Ministério da Saúde ainda mostraram que seis em cada dez crianças da mesma idade já comeram biscoito ou bolo

Redação Pais&Filhos

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refrigerantes e sucos artificiais

Uma pesquisa inédita, divulgada pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (21), revelou dados alarmantes sobre  peso, gordura abdominal e pressão arterial da população adulta no Brasil. A terceira parte da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) foi realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 64 mil domicílios, distribuídos em 1.600 municípios por todo o país, entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014. Os pesquisadores aplicaram questionários sobre deficiências, saúde dos idosos, das mulheres e das crianças com até dois anos.

Segundo uma comparação entre as Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) realizadas pelo IBGE nos períodos 2002/2003 e 2008/2009 e a PNS 2013, de 2002 a 2013, o índice de brasileiros com sobrepeso passou de 42,4% para 57,3%, nos homens, e de 42,1% para 59,8%, nas mulheres. A obesidade aumentou de 9,3% para 17,5%, entre os homens e de 14% para 25,2% entre as mulheres.

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Saúde das crianças

De acordo com os dados, 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos, bolachas ou bolos e 32,3% já bebem refrigerantes ou sucos artificiais. O levantamento ainda mostrou que apenas 49,4% dos bebês ainda eram amamentados pelas mães entre nove e doze meses. O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a amamentação vá pelo menos até os dois anos de idade. Meninos e meninas com menos de dois anos representavam, no período estudado, 5,7 milhões de pessoas.

“O excesso de peso é um problema grave, porque é um fator de risco para doenças do coração e outros problemas crônicos. É fundamental trabalharmos o incentivo a prática de exercícios e alimentação saudável desde cedo com as nossas crianças para reverter esse quadro. As crianças, muitas vezes, ajudam na conscientização e mudança de hábito dos pais”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Para o pediatra Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, esses dados alarmantes devem-se principalmente ao fato de o Brasil ser um país com péssimos hábitos alimentares. “Esse tipo de comida também é mais barata e temos pouco acesso á educação nesse sentido”, diz o especialista. Vale lembrar que os hábitos alimentares das crianças são feitos a partir da memória alimentar, que é formada até os 3 anos de idade, por isso os pais precisam sempre estar atentos à educação do paladar das crianças já nos primeiros meses de vida.