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Verde que (não) te quero verde

A fase em que eles se recusam a comer coisas saudáveis chegou. E agora?

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Tudo estava correndo bem: pratos raspados e nada de implicâncias com comidas diferentes – apenas um ou outro sabor muito inovador causava estranhamento. Até que, lá pelos 3 anos, seu filho começa a bater o pé para comer. Ele recusa certos alimentos que já comia antes e não aceita experimentar nenhum novo, principalmente verduras e legumes, ou seja, tudo que é saudável e verde. Calma, isso é uma fase, e como tal, passa. Ufa!

É completamente normal que o que as crianças comiam antes em sopas e papinhas, não seja reconhecido e bem aceito em sua forma natural. Sem falar que, nesse momento, já fica mais difícil evitar que eles tenham acesso a alimentos industrializados, frituras e doces.

De acordo com a pediatra nutróloga Fabíola Suano, filha de Ana Luiza, nessa idade, o apetite cai porque a velocidade de crescimento é menor e, assim, as crianças preferem o sabor doce, que está dissociado da saciedade. Mas esse comportamento tende a melhorar até os 7 anos.

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Se o seu filho até então estava com o peso certo para a idade, comendo direito, ativo e sendo avaliado pelo pediatra não precisa se preocupar. Caso contrário, o médico deve ser procurado para saber o que está errado.

Alguns especialistas acreditam que um dos problemas é a cor verde da comida, que elas associam a coisas pouco saborosas. Tem também o fato de que cores vivas, como as das balas, chamam mais atenção. E a maioria das crianças aponta a “crocância” dos verdes como uma coisa ruim. Porém, vários outros alimentos têm chance de também receber um sonoro “não”, como feijão, carnes, molhos e frutas. E é aí que entra a criatividade e cautela dos pais.

Para a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa, “forçar a criança a comer pode piorar o seu comportamento e dar muitas recompensas pode prejudicar a formação do hábito alimentar”, Então, apenas persista e ofereça o mesmo alimento em dias espaçados. Coloque cenoura escondida no arroz e faça sucos variados. Invente pratos com formatos engraçados. Convide a criança a te ajudar na cozinha, conte histórias suas de quando experimentou coisas novas.

Não há porque se sentir culpado, mas é preciso dar o exemplo. Faz bem que os pequenos nos vejam comendo coisas saudáveis. Uma ideia é restringir as guloseimas aos finais de semana e em quantidade moderada. Se as regras e o cardápio da casa forem coerentes, é mais fácil a criança aceitar, depois de se adaptar, claro.

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Consultoria: Daniella Freixo de Faria, mãe de Maria Eduarda e Maria Luisa, é psicóloga infantil. TEL.: (11) 3032-4277, daniellafaria.com.br / Fabíola Suano, filha de Ana Luiza, é pediatra nutróloga. girassolinstituto.org.br

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