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Somos 5 em 1

Redação Pais&Filhos

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Francesco Civita ficou em êxtase com o nascimento de cada filho. agora Com a família completa, sente-se como se tivesse vivido 130 anos

Por Francesco Civita, pai de Max, Nicco e Luisa, poeta e produtor. É também criador da Bebê Mais, empresa que produz DVDs e livros para bebês, www.bebemais.com

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Ter filhos é singularmente a melhor coisa da vida. Porque é parte de um processo natural de sobrevivência e de sensação de eternidade. Porque é o símbolo extremo e perfeito de uma união de corpos e de almas. Mas principalmente e primordialmente porque nos ensina a verdadeira profundidade do amor incondicional.

Conversando com um grande amigo meu que ainda não tem filhos, tento explicar o que acontece com nosso coração quando nos tornamos pais. Não importa como você coloca, parece sempre uma explicação piegas perto do que sentimos realmente. Mesmo assim, falo para ele que o amor que sentimos na vida é como um poço de água em nosso peito. Quando temos um filho, aquele poço, que até então achamos conhecer bem, se aprofunda tremendamente. Vira outro. Pelo menos 100 metros mais fundo. Com uma água mais pura e cristalina. A dimensão do amor se transforma. Entendemos, surpresos e muitas vezes assustados, que até então não sabíamos verdadeiramente o quanto podemos amar, nem o verdadeiro significado da palavra.

Tive meu primeiro filho, Max, quase 12 anos atrás. Tinha 28 anos e me apaixonei por esse menino. Descobri imediatamente que meus sentimentos pela minha mulher Marie Louise mudaram. Passei a olhar para ela com uma admiração quase celestial. Afinal, as mulheres têm o dom da criação.

Aquela mulher do meu lado me deu uma nova vida. Uma nova razão de sorrir. Deu-me a capacidade de sentir mais ternura pelo mundo à minha volta. Deu-me razão de perseguir ideais que tantas vezes abandonava. Deu-me especialmente um novo amor por ela. Um amor mais encorpado e puro.

Tive meu segundo filho, Nicco, dois anos depois. E mesmo com todas as realizações anteriores, fui pego de surpresa. Lá vem a porrada do amor. Linda. Diferente, mas igual. Como podemos ter dentro do peito tanto amor? Com Nicco e Max na minha vida, me tornei mais homem. Reconheci que sou falho e aprendiz. Reconheci que o caminho é muitas vezes mais importante e mais belo que o destino. Mudei. Melhorei. Entreguei-me a esse amor com a única certeza de que, ao envelhecer, não me arrependeria de toda minha dedicação e tempo doado para essas crianças.

Um ano e oito meses atrás ganhei meu presente final. Nasceu minha filhota Luisa. Não achava que seria possível dar um passo além de onde estava. Mas do que eu entendo? A Luisa chegou para me levitar. Mais velho e mais maduro, aproveito cada instante mágico com ela. Saio de mim. Fico perdido olhando dentro dos seus olhos azuis. Fico extasiado com o senso de humor da minha menina. Amo ainda mais a minha mulher quando a vejo na minha pequena. É tanta alegria que quero chorar, mas não consigo. Então a beijo toda hora.

Não dá para ficar mais completo do que no momento em que vejo Max e Nicco, hoje com 11 e 9 anos, cuidando e amando a irmãzinha Luisa. É muito forte. Sorrio como se tivesse vencido e já vivido 130 anos. Sinto a paz de um monge tibetano. Nesse momento, procuro o olhar da minha mulher, e como se nos conectássemos por telepatia, meu olho encontra o seu, e entendemos tudo. Ela sabe o que estou pensando e sentindo. Ela reconhece o orgulho. Ela sente o amor. Somos um. Nós cinco.

Para saber mais


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Vem com dois DVDs que apresentam o mundo dos bichos para crianças de até 3 anos.
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(www.paramountbrasil.com.br), R$49,90

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