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Redescobrindo o lado bom

Alessandra, mãe de Maria Flor conta como reaprendeu a enxergar as alegrias

Redação Pais&Filhos

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Sonhei a minha vida toda com a maternidade, porém desde a adolescencia sofri com ovário policistico ( cirurgia, hemorragia, cistos gigantes… ) e tinha muito medo de não me tornar mãe. Mas felizmente, aos 29 anos descobri que estava grávida…parecia que iria explodir de tanta felicidade…mostrava ultrassom pra todo mundo…queria dividir com todos a minha felicidade.
Quando minha bebê nasceu, passei a ficar paranóica…não queria que ninguém se aproximasse dela ( exceto familiares muito próximos ), tinha medo que ficasse doente, que a tocassem com as mãos sujas…eu tinha alcool na casa inteira…para higienizar as mãos…hiper doida.
Quando tinha doze dias, durante um choro, minha filha perdeu o folego…e o medo de que algo ruim acontecesse e a possibilidade de perde-la se tornou realidade…foi com certeza o momento mais terrível da minha vida…precisamos do auxilio do corpo de bombeiros…ela ficou internada durante alguns dias…meu leite secou…SALVAMOS  a vida dela…mas parece que minha alegria naquele momento foi por agua abaixo, a tristeza tomou conta de mim.
Em uma conversa com a minha Ginecologista ( uma pessoa maravilhosa ), ela me alertou e pediu que procurasse ajuda, afinal…o meu anjinho precisava de mim. Mas foi em um almoço de domingo…que de fato vi o quanto estava mal…quando minha irmã ( inclusive madrinha da minha filha ) olhou pra mim e disse que todos estavam tristes pq eu não sorria mais…chorei horrores e resolvi procurar ajuda médica.
Hoje me sinto muito bem, reaprendi a enxergar as alegrias, a também aprender algo com as tristezas e a valorizar cada momento, cada sorriso…e principalmente a minha familia, minha filha e meu marido que não desistiram de mim.

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