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Com um filho de até 6 anos, pode ser bem difícil deixá-lo sem ouvir um choro

Redação Pais&Filhos

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Saudade pode parecer coisa de adulto, mas criança também sente. E muito! É só lembrar da primeira vez em que viajou sem o seu filho: assim que você colocou os pés em casa, ele mostrou como sentiu sua falta, com carinhos excessivos ou simplesmente virando a cara. Mesmo o choro sentido ao deixá-lo na escola e a recusa de dormir na casa de um amiguinho são de partir o coração.

Mas nada de culpa. Isso é normal e você não está fazendo nada de errado. De acordo com a psicopedagoga Maria Irene Maluf, mãe de Fernanda e Paula, no primeiro ano de vida, a criança vê a mãe como uma continuidade de si mesma. É com você que ela mais se sente segura e confortável. Não adianta!

Um dos principais motivos dessa ansiedade da separação é que a criança não sabe o que esperar da situação. Ela terá que conviver com novas pessoas e novas regras, e isso não é tão simples quanto parece. Outra razão dos choros é o fato do seu filho não ter certeza de que você vai buscá-lo. “Se a criança não vê a mãe, é como se ela não existisse mais, e a dúvida a deixa insegura”, diz a psicóloga comportamental Jéssica Fogaça, filha de Leila e Luiz. Que nervoso… Pois é, acontece!

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A percepção de tempo e espaço das crianças também é bem diferente da nossa. Uma noite que você passa fora pode parecer vários dias para o seu filho. Isso porque ele consegue entender apenas aquilo que está perto. Imaginar o “amanhã” é complicado. Ou mesmo imaginar o "daqui a pouco". Entender isso já ajuda bastante.

Não há como evitar essa angústia, mas algumas estratégias ajudam a tornar esses momentos menos sofridos e impedir a sua repetição. O ideal é que você prepare a criança para a situação que precisará enfrentar. Você pode explicar o que vai acontecer na escola, por exemplo, quem estará lá e como é o espaço. Se for viajar, conte para onde vai e o que vai fazer nos dias em que estiver longe. Mostrar que você entende seu filho é a melhor ferramenta, acredite!

Esse é um comportamento típico das crianças de até 6 anos, e vai passar conforme a criança tiver um contato diário com o mundo fora da família e da própria casa.

Consultoria: Jéssica Fogaça, filha de Leila e Luiz, é psicóloga infantil comportamental e Arte Educadora. TEL.: (11) 8526-2622, estimulo consultoria.com.br; Maria Irene Maluf, é especialista em Psicopedagogia e Educação Especial e Neuro aprendizagem, TEL.: (11) 3258-5715, irenemaluf.com.br

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