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Os melhores brinquedos para o seu filho

Os brinquedos são os instrumentos para o seu desenvolvimento e seu aprendizado

Redação Pais&Filhos

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Por nivia de souza, filha de tânia e renato

Lápis, caderno, chiclete, pião / Sol, bicicleta, skate, calção / Esconderijo, avião, correria, tambor, gritaria, jardim, confusão”. Criança não trabalha, criança dá trabalho, é o que diz a música da Palavra Cantada.   O trabalho da criança é brincar, e isso ela faz melhor do que ninguém! Que bom, porque é assim que ela se desenvolve. É por meio das ações envolvidas neste processo que as crianças elaboram questões, põem conhecimentos em prática, destroem e constroem valores. É brincando que elas começam a entender o mundo e as suas relações.

As crianças possuem uma incrível habilidade de transformar qualquer coisa em um brinquedo. Pode ser uma caixinha de fósforo, um pedaço de pano ou mesmo um cabo de vassoura. Os brinquedos estão diretamente ligados ao ato de brincar. Portanto, eles nada mais são do que os veículos desta importante, divertida e necessária atividade.

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O brinquedo em si não tem importância. A diferença está na conexão que cada criança cria com seus objetos. “É preciso existir a relação. É o brincar que é o importante”, afirma Blenda de Oliveira, psicóloga e mãe de Caroline, Adrielle e Michelle.
 
Então, qual o brinquedo ideal para você dar neste Natal? Como escolher entre as infinitas opções das prateleiras? Segundo Lourdes Atié, socióloga e consultora pedagógica da Faber-Castell e mãe de Barbara, brinquedo bom e criativo é aquele que a criança atua sobre ele. A qualidade é superimportante na escolha, não só em relação ao material com que foi desenvolvido, mas também se foi pensado para o desenvolvimento da criança. “O bacana é aquele que a criança interage e que, a partir dele, ela possa fazer outras coisas e construir do jeito dela”, explicou a socióloga. “Acho que a primeira coisa é adequá-lo a cada faixa etária”, completa.

Muitas vezes, determinado brinquedo é conhecido por estimular a inteligência da criançada. Não se preocupe se seu filho não gostar do tal e preferir outro. Às vezes, algumas crianças podem não ter paciência para este tipo de atividade. “É preciso conhecer a criança e ter sensibilidade para encontrar o brinquedo certo”, acredita Blenda.

De acordo com Lourdes, as crianças pequenas (de até 3 anos) estão mais ligadas a brinquedos com sons e movimentos e que são facilmente manipulados. Já as maiorzinhas, curtem fantoches, cubos, quebra-cabeças, jogos, instrumentos musicais e brincadeiras que utilizam lápis de cor, canetinhas, tintas e massinhas.

Na segunda infância, a partir de 7 anos, jogos simbólicos, brinquedos de montar, bicicletas e triciclos estão no topo da preferência da criançada e, também, dos especialistas. Mas a socióloga atenta que é necessário estar sempre de olho, seja brincando junto ou observando se seu filho está interagindo com o brinquedo.

Brinquedo que não brinca sozinho

Brincar e compartilhar são dois verbos que, quando combinados, fazem o maior sucesso. Entre crianças, adultos, adultos e crianças… Brincar ajuda a socializar, afinal, qual o melhor jeito de fazer amigos na infância?
Os brinquedos são excelentes meios de comunicação. Brincar junto, além de mais divertido, estimula a pensar, dividir, descobrir, integrar, aceitar, cuidar, socializar e o principal: construir vínculos afetivos. Além disso, tem brinquedo que pisca, acende, vira de ponta cabeça e a criança fica só olhando, paradinha, sem interagir com o objeto. Esses são os piores! Brinquedo serve para brincar, e não para olhar.

Brinquedo que não machuca

Qualquer mãe ou pai quer que seu filho esteja sempre são e salvo, claro. Seja na escola, em casa, fazendo brincadeiras radicais no escorregador ou sentada no chão com um carrinho. Parece óbvio, mas acidentes podem acontecer quando a gente menos espera. E escolher o brinquedo certo é fundamental. Verifique se os brinquedos não contêm peças pequenas demais, com pontas que podem machucar, ou se a tinta utilizada é atóxica, por exemplo. Outro ponto essencial é saber se o brinquedo possui o selo de qualidade do Inmetro. E, claro, veja a idade indicada na caixa!

Brinquedo que é maluco

Selecionar os brinquedos não é das tarefas mais fáceis. Além de existir uma infinidade de opções, cada criança tem suas preferências. Tem as fissuradas por dinossauros, as que amam bonecos e as colecionadoras. Mas, se tem uma coisa que todas amam, é brinquedo maluco. Isso mesmo, daqueles que dá para pirar, com formato indefinido que vira qualquer coisa, ou invenções mirabolantes, ou até bonecos que soltam pum e esse tipo de besteirinha. Quanto mais maluco, melhor. O jeito de brincar vai mudar conforme a criança e sua vasta imaginação. Pode fazer o que quiser, à vontade, os brinquedos malucos são feitos para isso mesmo.

Brinquedo que agita

É uma delícia ver as crianças se divertindo, correndo de um lado para o outro, rindo e descobrindo coisas novas. Os brinquedos que agitam proporcionam muito mais do que passatempos para as crianças. Eles são verdadeiras aventuras. E mais, também ajudam a gastar toda aquela energia inesgotável que elas têm. Só não vai escolher um brinquedo que agita bem na hora de dormir!

Brinquedo que acalma

Há momentos em que as crianças precisam ficar quietinhas mesmo. Por mais que você chegue em casa à noite e queira brincar com seu filho por algumas horas, lembre-se que ele precisa de rotina, dormir cedo, acordar cedo etc. Como ele também vai querer brincar um pouco além da hora, o jeito vai ser acalmá-lo com uma música, uma história ou até um brinquedo, mas daqueles calminhos, calminhos…

Brinquedo que ensina

Aprender não é o objetivo da brincadeira, é a consequência. E acaba sendo mesmo. Quase qualquer brincadeira ensina muito à criança, em vários aspectos. Mas alguns brinquedos estimulam coisas específicas, como a aprender os números, as formas, as palavras, conceitos de ciência, habilidades manuais… E não tem nada melhor do que aprender brincando, então pode escolher o que quer treinar e botar o cérebro pra funcionar!

Consultoria: Blenda de Oliveira, mãe de Caroline, Adrielle e Michelle, é psicóloga clínica formada pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e psicoterapeuta de adultos, adolescentes, crianças, famílias e casais. Lourdes Atié, mãe de Barbara, é socióloga e consultora pedagógica da Faber-Castell.
 

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